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  • Parte II

  • Os dez mandamentos para os portos públicos (2)
    Texto atualizado em 27 de Julho de 2010 - 01h53

    por Daniel Lúcio Oliveira de Souza *
     
     

    4. Que o porto tenha capacidade própria de investimento

    “Manda quem faz o cheque” diz o dito popular. A administração portuária que não tem minimamente capacidade de investir em infraestrutura fica a reboque da ditadura do capital privado, que nem sempre tem os mesmos objetivos do interesse público ou do pequeno ou médio usuário das facilidades portuárias.

    * Os dez mandamentos para os portos públicos (parte I)

    Esta capacidade de investir deve se aliar ao investidor privado na expansão e melhorias do porto, sem discriminações ideológicas, mas complementares uma à outra.

    5. Que seja intenso o foco na responsabilidade ambiental

    Não se fazem mais operações portuárias como antigamente. As cabeças antigas e ultrapassadas que não entendem que é possível o desenvolvimento ser limpo, embora custe mais, estão com os dias contados.

    O susto que os portos de Paranaguá, Antonina, Santos e outros têm passado com interdição ou quase isso, mostra claramente que o atraso é generalizado e os administradores ainda não levavam a coisa a sério.

    Basta ver os organogramas das administrações portuárias, pouco ou nada existe de uma forte estrutura técnica para gestão ambiental.

    Já ouvi diretor de porto falar: “eu estou entre aqueles a favor que matem os golfinhos!”.

    Sem porto limpo no ar, na terra e na água, não haverá sinergia e entendimento organizacional para as demais ações de gestão.

    6. Que seja intenso o foco na responsabilidade social

    Os portos não podem mais ser uma ilha ou um estorvo ao seu próprio entorno. As cidades têm que querer o desenvolvimento do seu porto, zoneando adequadamente a ocupação do espaço geográfico vital à sua contínua expansão.

    Demagogias, populismos, incentivos às ocupações de terras públicas e omissão dos políticos que chegam ao cargo executivo municipal, têm sido os “exterminadores do futuro” dos seus portos, estrangulando-os.

    Em paralelo, “royalties” no lugar de tributos municipais deveriam ser pagos aos municípios para criação de fundos para investimento social.

    Os portos deveriam ter uma diretoria de relações comunitárias em contrapartida de uma secretaria municipal de assuntos portuários, como existem em alguns e raros casos, porém de baixa atuação prática e interativa.

     

    * Daniel Lúcio Oliveira é economista, Mestre em Tecnologia (UTFPR) e especialista em Gestão, Qualidade e Produtividade (UFPR). Ocupou diversos cargos executivos em empresas nacionais e multinacionais e a Superintendência da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Atualmente se dedica a coordenar um projeto privado na área de navegação de cabotagem e apoio marítimo.
    Enviado por Daniel Lucio em 04/08/2010  (Paranaguá,pr)
    Site: www.pontoaporto.blogspot.com
    Clythio, Grsto por seus comentários, especialmente vindo de um expert na área portuária. Grande abraço Daniel
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