Que sentimento é esse que faz homens gritarem por um time e pularem juntos num estádio de futebol? Ou então participarem com entusiasmo de um grupo religioso, ou até mesmo revolucionário? O que será que faz alguém “vestir a camisa” da empresa na qual trabalha ou vibrar por participar de uma “tribo” ou comunidade?
Especialistas apontam que, assim como os macacos e outros animais, os humanos são seres sociais que naturalmente preferem viver em bandos. Sentir-se parte de um grupo, fazer amigos e partilhar de uma mesma “bandeira”, de alguma forma, plenifica a existência humana.
O sentimento advindo de uma experiência de êxtase vivida em grupo é praticamente impossível descrever. Pergunte a um torcedor, no meio da “galera” na arquibancada, como ele descreveria o que sente quando seu time faz um gol ou ganha o campeonato. Ou então tente saber isso do cientista cujo grupo descobre a cura de uma grave doença. Ou ainda do ator, logo depois da estréia de uma peça duramente ensaiada pelo seu grupo de teatro.
Até mesmo os bandidos de uma quadrilha cujo roubo é bem sucedido experimentam essa sensação de plenitude. Neste caso e em muitos outros, as pessoas se ligam a grupos cujos objetivos são tão parciais que, para atingirem pontos de plenitude, é preciso prejudicar a outros grupos ou pessoas. Esse aspecto revela a natureza conflitada e até belicosa do homem, a noção de país, as lutas pelo poder político, as guerras, as religiões, etc.
Claro que uma quadrilha e uma nação são bem diferentes. Podemos entender, então, que existe uma certa graduação evolutiva, ou seja, tanto maior será o grau evolutivo de um ser quanto mais ampliados os benefícios oriundos dos pontos de plenitude do grupo ao qual este ser se vincula.
Agora, imagine o sentimento do homem que encontra um objetivo tão abrangente e por isso se liga a grupo cuja finalidade é de tal forma ampliada que seu ponto de plenitude beneficia a toda a humanidade, e mais, a todo o planeta e mais ainda, a todo o Universo! Você consegue imaginar o prazer que sente este ser - que já transcendeu a existência de adversários - quando atinge algum ponto?
Viver esses pontos de plenitude junto com um grupo de princípios tão elevados, ter um ideal tão nobre que beneficie a tudo e a todos, esse é um estado a ser conquistado. É viver entre aqueles que tudo falam e tudo fazem “a favor” de todos e de tudo, como uma homenagem ao Todo.