Texto publicado em 12/10/2010 - 00:42
A natureza que encanta a vida
por Suzana Pires *
O que encanta a maioria das pessoas? O que é a beleza neste momento da civilização?

Fui procurar no Google definições para a palavra beleza. Até onde a vista alcança a maioria das referências que achei tratavam de humanos, referindo-se quase exclusivamente as mulheres, o que não surpreende. E, é claro, produtos dos mais variados gêneros.

Nos dias em que não tendo muito que fazer fico por aí procurando beleza, no meu pátio, nos jardins do meu bairro. No inverno, basta acordar cedo e o orvalho enfeita ainda mais a paisagem nossa de todos os dias.

E me encantam tantas possibilidades. Um verdadeiro remédio contra qualquer tristeza. Ali a nossa vista, silenciosas sem cobrarem nada, apenas um pouco de água de quando em vez, nem precisa ser todo dia. Falo das plantas, das folhas que tanto gosto.

Uma vez quando era adolescente e vivia um período de depressão lembro-me de um médico que me deu um ensinamento que guardo com muito cuidado. Disse que se olharmos um gramado como se não houvesse diferença, ou como se tudo fosse igual, nos sentiríamos entediados. Mas sugeriu que tentasse olhar as folhas. Que encontraria diferenças e mais, que olhasse embaixo das folhas, que encontraria vida sob aquela aparente monotonia.

Nunca esqueci esta lição e na quase totalidade das vezes que me sinto infeliz é no que me rodeia mais diretamente que vou buscar alento. Vejo as folhas das plantas que cultivo e seu imenso esforço para continuar vivendo. E penso na sua função vital para a existência de todas as formas de vida em nosso planeta. E fico agradecida pela companhia.
* Suzana Pires é repórter fotográfica e mora em Novo Hamburgo (RS). É uma curiosa sobre assuntos ambientais. Desde 1982 participa de diversas experiências de criação de espaços culturais e de comunicação em entidades do movimento popular, sindicatos, movimento de mulheres, associações de bairro.
Enviado por Verena Perotto em
26/10/2010 (Alvorada)
Quando saia de casa, hoje, às 6 horas da manhã, a lua estava imensa no céu. No trajeto, até o trabalho, o dia foi clareando e ela, por lá, se exibindo, até que o sol a fez desaparecer.
Foi só beleza!
Tua coluna também, Suzana, é sempre uma beleza!
Enviado por Jair Roberto da Silva em
11/11/2010 (santos)
Suzana aqui em Santos, no maior Porto da América Latina, estamos em obras, uma hora é a PERIMETRAL lados direito e esquerdo, viadutos, pontes, vias novas modificando a paisagem do porto e da cidade, progresso, exportação e importação a todo vapor, empregos, lucros, recordes sucessivos, enfim muito bom para a comunidade no geral, mas ao verificarmos a entrega dessas obras, principalmente a PERIMETRAL da margem direita e depois a esquerda com milhares de quilômetros, ligando a entrada de Santos a Ponta da Praia, lá perto do Ferry-boat que liga Santos e Guarujá, percebemos que nenhuma arvoré, uma plantinha sequer foi introduzida no projeto. Só se ve cimento , calçada, piche, postes, radar, mas o meio ambiente foi esquecido, pois o verde não aparece nesse emaranhado de caminhões, carretas, veículos, todo tipo de transporte que se possa imaginar, circundando a cidade e margeando o Porto, pois essas cargas só tem um destino ou vaõ ou vem para o país todo, saem ou entram no Porto de Santos. Cade o verde AUTORIDADE PORTUÁRIA/CODESP, o que tinha foi devastado e nem a vegetação antiga foi preservada, com a palavra quem é o responsável por essa devastação tão acintosa ao ar da cidade e aos pulmões de cidadãos que também trabalham nesse porto que é o orgulho do santista há mais de 110 anos. TENHO DITO.
ADM. JAIR ROBERTO DA SILVA
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