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Dez entre dez especialistas afirmam que o maior problema dos portos brasileiros é o acesso. Ou a falta dele. As entradas e saídas dos portos se transformam em verdadeiros funis. O gargalo poderá ficar ainda maior, quando as obras de dragagem de aprofundamento terminarem. Com navios maiores, mais mercadorias entrando e saindo, e os mesmos acessos?
Custo Brasil 
Além de toda a dificuldade do modal ferroviário, as rodovias também são ruins. Segundo pesquisa da Pricewaterhouse, o Brasil tem apenas 6% de estradas pavimentadas, ante 63% na Índia e 80% na China. Os produtores afirmam que os problemas no sistema rodoviário causam US$ 5 bilhões de perdas ao agronegócio brasileiro.
Lição de casa
Talvez essa seja, de imediato, a maior preocupação que o novo ministro dos Portos, Leônidas Cristino, deve ter. O seu antecessor, Pedro Brito, em todas as oportunidades falava sobre a questão. Insistia que sem “caminhos” livres e inteligentes os portos continuariam sendo um gargalo logístico.
Todos juntos
A questão também envolve outro ministério, o de Transportes. O Plano Nacional de Logística Portuária (PNLT) está aí. Para um país que pretende ser uma pujante economia mundial em poucos anos, discutir a eficácia de sua logística é para ontem.
Fase de crescimento
Enquanto os portos brasileiros penam por causa de acessos deficientes, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) desenvolve projeto de modernização e ampliação dos portos que administra.
Como vai ser
O superintendente Airton Vidal Maron informa que o projeto prevê a construção de 12 novos berços, o que representa um crescimento de 60% no tamanho do nosso cais acostável.
Acessos
Paralelo ao crescimento do porto paranaense, o projeto prevê ainda a revitalização dos acessos ao Porto de Paranaguá com a implantação de duas vias marginais à BR 277. E onde entra a intermodalidade?
Nos trilhos
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, Vicente Abate, vislumbra um aquecimento na indústria de implementos ferroviários no país. A produção de vagões de carga, por exemplo, deverá crescer 51,5% em 2011 na comparação com o ano passado.
Culpados
Sistema regulatório e licenciamento ambiental são colocados como entraves para o investimento da iniciativa privada em vários setores de logística e infraestrutura do País.
Saudade?
Frederico Bussinger ainda consta como presidente da Companhia Docas de São Sebastião no site oficial do porto do litoral paulista.
Made in China
As trocas entre Brasil e China encerraram 2010 com saldo positivo de US$ 5,2 bilhões. Apesar do superávit favorável, o Brasil registrou o maior déficit com o asiático em manufaturados, um total de US$ 23,5 bilhões, o que representou um aumento de 60%, em relação a 2009. O alerta é do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Alerta industrial
Antonio Corrêa de Lacerda, economista-chefe da Siemens e professor de economia da PUC de São Paulo, alerta para a desindustrialização do parque produtivo brasileiro. “Muita gente argumenta, equivocadamente, que não há desindustrialização porque o setor está crescendo. Mas estamos recuperando o nível de produção com um conteúdo importado muito maior”.
SOS
A tragédia que se abateu na Região Serrana, além das 690 mortes contabilizadas até a noite desta terça-feira (18), está trazendo graves prejuízos aos produtores rurais daquela região. As lavouras destruídas interromperam a cadeia produtiva, a engrenagem parou.
Utilidade Pública
A praticagem de Itajaí (Santa Catarina) está recebendo doações para a Região Serrana do Rio de Janeiro.
Média trimestral registrada na última terça-feira, dia 18/01/11
Os números indicam a posição de cada site no ranking
mundial estabelecido pelo levantamento do site Alexa