
“We can”. A frase do presidente Barack Obama, no auge da sua eleição, em 2009, foi emblemática na época. Alguns avaliaram que o primeiro presidente negro do Estados Unidos reafirmava, com a frase, a continuidade do poder americano no mundo. No discurso que proferiu, na última semana, na abertura dos trabalhos do Congresso estadunidense, Obama destacou a importância da inovação tecnológica para manter a liderança econômica do país e gerar empregos.
Inovação é a palavra-chave do mundo contemporâneo, cada vez mais ansioso por novas tecnologias e soluções para os problemas do mundo ou para a exploração de novas riquezas naturais. Atualmente, o Brasil é um dos países que mais atenção desperta em terras estrangeiras, embora a falta de inovação ainda barre seu crescimento. O pré-sal é um dos grandes motivadores desse movimento.
Temos a riqueza natural, mas estamos patinando no preparo educacional de qualidade para a nossa mão de obra. Se antes os nossos profissionais imigravam em busca de boas oportunidades laborais em outros países, hoje o movimento é contrário. É de fora para dentro. Notícias avisam que hoje o Brasil é cobiçado por profissionais estrangeiros.
E os nossos profissionais? Sem uma preocupação real e prática dos governos, de todos os níveis, os brasileiros poderão perder a vez para engenheiros, por exemplo, da Itália, da Espanha, da Inglaterra... da China.
Recentemente noticiamos que, para participar de um certame em Pernambuco, empresas interessadas na dragagem do Porto de Suape solicitaram mais tempo para registrar seus engenheiros no conselho profissional do País.
É só querer e teremos os melhores profissionais do mundo para construir um Brasil pujante e respeitado.
Nós (também) podemos!