Ainda faltam 15 dias para o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Mas quero abordar isso já. Escrevo embalada pela alegria de ter descoberto recentemente que esta coluna é reproduzida por alguns sindicatos. Então, antecipo-me para que ela sirva de inspiração para a Imprensa Sindical.
* A luta da mulher portuária
* A força da mulher move o Porto de Fortaleza
* Mulher não é só coragem
Feitos os prolegômenos, é preciso que se diga que o 8 de Março, comemorado internacionalmente pela primeira vez há cem anos, é dia de luta pela igualdade entre os sexos. Assim o compreendem os sindicatos que neste momento fazem reuniões para dar o toque final nas alas de mulheres que desfilarão em vários blocos nesta terça-feira de Carnaval. É dia de reafirmar a necessidade de políticas públicas, como a construção de creches, sem as quais a vida da mulher se torna tremendamente complicada. Reafirmar que funções iguais exigem salários iguais. Reafirmar a inteligência da mulher e que não somos objetos de cama e mesa, como nos ensinou a feminista cearense, Heloneida Studart. Reafirmar que os homens podem se tornar mais felizes se dedicarem mais tempos aos filhos e que esta não é função exclusiva da mulher.
Mas, em 8 de março de 2011, diante do aumento dos casos de violência doméstica contra a mulher no Brasil, é preciso que nos levantemos e protestemos contra o espancamento e assassinato de mulheres por seus companheiros. Corpo de mulher não foi feito para ser esquartejado e dado aos cães. Por mais que nos causem ânsias essas lembranças, elas não podem ser esquecidas. Duas pesquisas divulgadas recentemente nos fazem pensar assim.
Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), revela que o número de homicídios de mulheres dentro de casa aumentou. O percentual, nos últimos dez anos, cresceu de 7% a 16%. Outra, feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc traz um resultado terrível: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil.