Texto publicado em 01/03/2011 - 04:51
Fumaça no ar

Por mais estranho que possa parecer o súbito e silencioso desaparecimento do ex-ministro Pedro Brito do cenário político, alguma razão há que explique esse apagar quase instantâneo de uma figura pública que foi proeminente no meio portuário, sobre quem se dizia ter o compromisso da então candidata Dilma para aproveitá-lo no atual governo. Seria a compensação de Brito ter declinado de uma candidatura para deputado federal para ajudar na campanha vitoriosa da atual presidenta. No partido que o indicou, o PSB, seu nome perdeu todo o apoio que tinha. Nada acontece por acaso.
Histórias das personalidades políticas devem ter verossimilhança. A primeira chave para se buscar a coerência desse sumiço calado está nas mãos dos irmãos Cid e Ciro Gomes que foram seus padrinhos e o substituíram pelo afilhado atual. Eles podem explicar os motivos que causaram essa troca repentina e esquisita de um agente público que esteve à frente de um dos grandes investimentos do governo Lula para custear a dragagem de aprofundamento dos principais portos brasileiros.
Ao que se sabe, por rumores de corredores, Pedro Brito foi abandonado ao relento político, que, de qualquer modo, essa situação só pode ser entendida como uma punição velada dentro do partido de Eduardo Campos. Para ser substituído por uma figura pública que passados sessenta dias ainda não disse para que veio. Como costumava dizer o barão de Itararé na sua seção Fumaça: há alguma coisa no ar além dos aviões de carreira.
Inovação
Olá Porto encerra seu papel editorial com esta edição. A partir da próxima terça-feira, esta seção será substituída por Ambiente em Foco. Deixa-se a opinião do Portogente aos cuidados do seu público, dentro do espírito aberto e democrático da Internet, para em seu lugar ser instalado um espaço para refletirmos mais séria e profundamente sobre assunto tão complexo, no sentido de mobilizar esforços para evitar a derrota da natureza.
Enviado por José Ricardo Brinas em
03/03/2011 (Santos)
Talvez seja o caso de "boomerang amnesiano", ou seja: quem esqueceu na ida foi esquecido na volta.
Enviado por Nadir de Freitas em
03/03/2011 (Fortaleza - CE)
Será que o ministro não arranjou dinheiro para a campanha dos políticos do seu partido? Aí pega, mesmo.
Enviado por Julio Guilherme Dias em
04/03/2011 (São Vicente)
A vida é redonda; Tudo que entra sai; Nada como um dia após o outro; o que se vê e o que se comenta é que esse Ministro que saiu provou do próprio veneno.
Assim que chegou mudou todo mundo sem avaliação das pessoas, agora fizeram com ele o mesmo.
E agora José vais pra o MSC também ? Boa sorte, mas não esqueça que o mundo é redondo.
Enviado por José Carlos da Silva em
04/03/2011 (Santos)
O que é isso, prezada Da. Nadir, todos sabem que essas coisas feias não acontecem no Brasil. Pelo menos eu, que sou o Parvo, credito piamente nisso.
Enviado por Ulisses Mendes em
04/03/2011 (Santos)
Talvez a MSC também abrigue o Sr. Pedro Brito, como fez com o Sr. Di Bella, ambos de triste memória no porto de Santos. O risco que a MSC está correndo é que essas pessoas não devem ter atendido as expectativas dos políticos que os indicaram para a SEP e consequentemente tornaram-se pessoas não gratas para eles, o que poderá fazer com que a MSC "herde" a repulsa política e perca espaço nos portos brasileiros. Alguém duvida disso?
Enviado por José Carlos da Silva em
30/03/2011 (Santos)
Parece incrível, mas o Senador Sarney está indicando o Sr. Pedro Brito para a Antaq.
Entenda-se essa política brasileira e haja polivalente.
Enviado por José Carlos da Silva em
07/10/2011 (Zé do Porto)
È o jogo sujo do poder que domina o Brasil. O Pedro Brito aprova o acordo sujo entre Codesp e Libra, pela SEP e volta a apoiar pela Antaq.
E a Codesp está ricA MESMO, desconta 700 milhões da divida da Libra e aumenta os salários da diretoria e dos assessores para mais de 20 mil por mês. É a gafanhotagem discarada.
Enviado por jose carlos da silva em
31/10/2011 (Santos)
Qual o motivo verdadeiro da viagem a Brasília do Severino e do Manoel Luiz, hoje, 31/10/2011? Cantar parabéns a você para a Dilma é que não foi.
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