O período de almoço interrompe a jornada para a alimentação, recompondo energias despendidas no trabalho. Vale, é claro, para qualquer trabalhador, seja um gari, um mestre de obra, um engenheiro ou um juiz. Sem contar que, naqueles momentos, muitas vezes exerce-se um convívio muito importante, uma conversa descompromissada, brincadeiras sobre quem ganhou o jogo de futebol.
Quanto melhor a qualidade da alimentação e a tranquilidade do descanso, melhor o ser humano se “reabastece” e se prepara para a etapa seguinte. Simples, não? Deveria ser. Quantas e quantas vezes as pressões cotidianas nos levam a descuidar dessa função tão vital quanto essencial?
Mas, meu heróico leitor, pense na situação de ver onze trabalhadores conversando despreocupadamente, sentados sobre um perfil de aço. Com mais um, poderia ser uma cena que lembra a ultima ceia. Alguns com boné, um sem camisa, enquanto numa extremidade um acende o cigarro de outro, remete ao tempo em que as pessoas ainda fumavam. Um cabo de aço cruza a frente da foto, sem função definida.
Imagem: http://fotohistorica.blogspot.com.br
Almoço em Nova York, Estados Unidos
O que impressiona mesmo é que todas aquelas pessoas estavam sem qualquer proteção, individual ou coletiva. Nenhum cinto de segurança. Isso no 69º andar de um edifício em construção em Nova York, em 1932.
Rede de proteção? Claro que não! Seres alados? Igualmente não. Apenas um grupo de pessoas que, acostumadas a expor-se ao risco, não hesitavam em colocar suas vidas em real perigo. Esse é, talvez, o maior risco a que uma pessoa se expõe, ao de sua própria e excessiva autoconfiança. Assumir atitudes temerárias, descuidar-se e passar péssimo exemplo aos outros.
Era apenas um período de descanso. Daí para o descanso eterno, apenas um pequeno gesto ou vacilo. Ainda bem que é passado! Assim esperamos.
Saudações seguras!