Tenho registrado nos últimos dois anos algumas trocas literárias entre Santos e outras cidades, pincipalmente Lima, que já rendeu traduções publicadas em edições bilíngues nas duas pontas e centenas de livros trocados.
Hoje tem início outro capítulo deste tipo de diplomacia. Partem deste Porto Literário para Buenos Aires 11 títulos de quatro editoras (três artesanais). De Flávio Viegas Amoreia seguem seus “Desaforismos” (Edições Caiçaras, que será lançado agora em 5/5), “O vazio refletido na luz do nada” (Sereia Ca(n)tadora, 2011) e “Os contornos da Serra são adeuses do Oceano ao cais” (Dulcinéia Catadora, 2007); de Márcio Barreto, “Mundocorpo” (Edições Caiçaras, criada pelo autor, com lançamento também em maio).
Outro lançamento, de abril, é o “Pirão de Sereia” (Realejo Livros, 2012, com recursos do Fundo Municipal de Cultura), de Ademir Demarchi, com a reunião de 30 anos de poesia. Pela Sereia Ca(n)tadora, criada por ele, Demarchi comparece também com “Volúpias” (poesia, 2011) e uma reimpressão da edição bilíngue espanhol/português de “Del rocío que acrecienta el Ganges” (“Do sereno que enche o Ganges”), traduzida por Óscar Limache e publicada originalmente em 2011 em Lima pelo Centro Peruano de Estudios Culturales.
Da mesma editora é o livro de Limache, “Voo de identidade” (que dá início ao selo editorial em 2010), em edição bilíngue português/espanhol, traduzida e apresentada por mim, Alessandro Atanes. Também da Sereia segue “HI-KRETOS e outras abstrações” (2011), de Paulo de Toledo.
Pela Edições Caiçaras, partem ainda “Perdas e danos” (2012), de Madô Martins, e “Pequena Cartografia da Poesia Brasileira Contemporânea”, uma antologia feita pelo poeta Marcelo Ariel com sete autores publicados por ele na Revista Pausa.
No total, o carregamento chega a 15 exemplares. Boa parte tem como destino a editora Eloísa Cartonera, que deu início há mais de dez anos ao movimento de editoras artesanais que se multiplica pela América Latina.
Agora é esperar o que voltará para cá.