Os auditores da Receita Federal do Brasil cruzam os braços por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (18), em todo o País. No Porto de Santos, litoral paulista, a determinação é não movimentar processos e nem liberar cargas e créditos tributários. A informação é do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco).
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“Nós, auditores fiscais da Receita Federal do Brasil, estamos conscientes de que a greve é necessária. Se tivermos que arrastar a paralisação por meses, isso vai acontecer”, avisou, por meio de nota, o presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue.
Em Santos, a estimativa é de que 1,3 mil contêineres fiquem represados por dia, com a paralisação das atividades dos cerca de 230 profissionais que atuam na Alfândega e na Delegacia da Receita Federal.
Foto: Sindifisco
Auditores levaram bolo para protestar contra a falta de reajuste em Santos
A mobilização foi aprovada em assembleia nos dias 12 e 13 deste mês. E seguirá o mesmo padrão das paralisações feitas anteriormente para advertir o Governo Federal, quando foram liberados apenas produtos considerados emergenciais como perecíveis, medicamentos e consumo de bordo.
A categoria avisa que só volta ao trabalho após o Governo apresentar uma proposta concreta de reajuste salarial. A última negociação ocorreu em 2008 e nada foi negociado até agora. “Quando o Governo apresentar uma sinalização real, com números, as conversações serão retomadas”, explica o Sindifisco. Eles pedem ainda melhores condições de trabalho.
O presidente do Sindifisco, Pedro Delarue deve ir a Santos na quarta-feira (20) para fazer uma avaliação do movimento durante uma assembleia da categoria.
Campanha conjunta
A mobilização deve ser reforçada por mais servidores públicos que estão em campanha salarial como auditores do Trabalho, Advogados da União, Delegados da Polícia Federal e funcionários do Banco Central, de acordo com o sindicato.
Eles marcaram uma manifestação para o dia 28, em frente ao Ministério do Planejamento, para cobrar uma posição do Governo.