Texto atualizado em 06/03/2007 - 00:07
Extinção do Lloyd Brasileiro
por Laire José Giraud *
A extinção da estatal Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro completará dez anos em outubro deste ano. Ela foi determinada pelo ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, para dar um fim à crescente dívida, que atingiu níveis dramáticos no final da década de 80 e início dos anos 90, com o arresto (apreensão judicial) de navios.
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A belíssima bandeira do Lloyd Brasileiro usada de 1901 a
1997 era conhecida mundialmente. Acervo: Laire José Giraud
A maior e mais tradicional armadora brasileira foi fundada em 19 de fevereiro de 1890, na República, durante o governo do marechal Hermes da Fonseca. Na segunda década do século XX, a companhia já era a maior do País. Em 1939, por exemplo, tinha frota de 122 navios, que dava ao Brasil a liderança no setor marítimo na América do Sul.
Antes da Primeira Guerra Mundial, o Lloyd dispunha de excelentes navios de passageiros e de cargas também, atuando em linhas para o Prata, para a América do Norte e Europa. Alguns dos nomes da fase: Rio de Janeiro, São Paulo, Acre, Pará, Satélite e Javari.
Torpedeamento
Em 1917, durante a Primeira Guerra, o Paraná foi torpedeado por submarinos alemães em águas da França, o que provocou o rompimento de relações diplomáticas do Brasil com a Alemanha. Um dos resultados da decisão foi a ocupação dos cargueiros alemães que se encontravam em portos brasileiros.

O São Paulo, lançado ao mar em 1909, fazia a escala de Santos
a Nova Iorque, com escala nos portos da Bahia e Pernambuco.
Acervo: Laire José Giraud
Após a Segunda Guerra Mundial, o Lloyd comprou, nos Estados Unidos e Canadá, os cargueiros da série Nações. Na época, o nome da companhia era aportuguesado, “Loide”, assim como os batismos dos navios: Loide Argentina, Loide Cuba, Loide Honduras, Loide Uruguai, Loide América, Loide Canadá, Loide Brasil, Loide México e Loide Chile, entre outros. Essas embarcações ficaram conhecidas como “Bombas”, porque o desenho lembrava uma bomba. Foram excelentes navios, que navegaram por mais de 20 anos.
Ainda durante a Segunda Guerra Mundial, o Lloyd perdeu alguns navios da frota, torpedeados por submarinos alemães, todos em 1942, como o Buarque em 16 de fevereiro, o Cairu em 8 de março, o Cabedelo em 4 de abril, o Parnaíba em 1º de maio, o Comandante Lira em 18 de maio, o Gonçalves Dias em 24 de maio e o Alegrete em 1º de junho.

O cargueiro Mandú foi construído pelo estaleiro alemão
Bremer Vulkan em 1911, e recebeu o nome de Posen. Foi
apreendido pelo governo brasileiro juntamente com outros
navios alemães refugiados em portos brasileiros durante a
Primeira Guerra Mundial. O nome Mandú foi dado pela
armadora em 1921. Imagem: Bandeiras nos Oceanos – A
História da Centenária Armadora – 1890 – 1997 de José
Carlos Rossini.
O Lloyd, terminada a Segunda Guerra Mundial, utilizou vários navios para o transporte de pracinhas e refugiados de guerra, entre eles o D. Pedro I, o D. Pedro II e o Barão de Jaceguai.
Transporte nacional - Nos anos 50, na cabotagem, a navegação doméstica, também operavam navios da série “Rios”, como o Rio Ipiranga, Rio Guaíba, Rio São Francisco e Rio Amazonas, entre outros.

O Lóide América era um dos integrantes da série “Nações das
Américas”. Eram conhecidos por “Bombas”, por ser perfil parecer o de
uma bomba. Foram construídos 6 no Canadá e 14 nos Estados Unidos
entre 1947 – 1948. Foram excelentes navios, substituídos pela série
Itas. Acervo: José Carlos Rossini
Ainda na cabotagem, operavam outros famosos navios do Lloyd: Comandante Pessoa, Comandante Capela, Aspirante Nascimento, Atalaia, Alegrete e Duque de Caxias.
Para as linhas internacionais, na década de 60, o Lloyd destacou cargueiros como o Paranaguá, Guanabara, Todos os Santos, Cabo Orange, Cabo de Santa Marta, Presidente Kennedy e Almirante Graça Aranha, que também deixaram marcas na memória de muita gente ligada ao mar.
Santos
Em Santos, o movimento do Lloyd era tão grande, que a companhia utilizava um rebocador para manobrar os seus navios, o Mestre Sebastião, com o objetivo de economizar.
O intenso movimento de navios do Lloyd em Santos propiciava à Cidade um faturamento extra: os tripulantes gastavam dinheiro aqui. Um cargueiro de linha regular chegava a ter 45 tripulantes.

O Cabo Orange fazia parte de um quarteto composto pelos
navios Cabo Frio, Cabo de São Roque e Cabo de Santa Marta,
construídos entre 1959 e 1960 no estaleiro polonês Stocznia
Sczczecinska do porto de Szczecim. Foto: José Carlos Rossini
No maior porto brasileiro, Santos, o Lloyd era representado exclusivamente pela agência marítima Nautilus. O volume de transporte de mercadorias da armadora era imenso, a ponto de se registrar com freqüência mais de dez navios do Lloyd por dia atracados no cais. Nos picos, chegava-se ao número de 17. Era fácil encontrar de quatro a seis embarcações da empresa encostadas no porto.
Sem práticos
No Rio de Janeiro, onde ficava a sede da empresa, a Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro contava com um cais próprio, além de não utilizar práticos de porto. Os navios eram manobrados pelos próprios arraes da armadora.

O Guanabara pertencia à série Baía. Foram construídos no estaleiro finlandês
Valmet O/Y de Helsinque, no final da década de 50. Os outros navios eram
Todos os Santos, Turiaçu e Paranaguá. Três deles prestaram serviços ao Lloyd
até 1980. Foto: José Dias Herrera – Acervo: Laire José Giraud
Os serviços regulares do Lloyd abrangiam dez linhas, inclusive o Extremo Oriente, com destaque para o tráfego europeu, para onde mantinha sete saídas mensais, e para os Estados Unidos, para onde partiam seis embarcações por mês.
Na década de 70, vieram os famosos “Itas”, que homenageavam os velhos navios da Companhia Costeira. Eram 14, dos quais 12 foram construídos no Brasil. Entre esses liners (navios de linha regular), podem ser citados o Itapuca, Itagiba, Itaité, Itanagé, Itassucé, Itapura, Itaquatiá, Itaipé e Itapagé.
Os Itas foram construídos entre 1970 e 1972. O Cantuária e o Itaberá, também pertencentes à série, saíram de estaleiros estrangeiros e não de nacionais.
Ampliação do comprimento
A armadora aderiu à tecnologia de jumborização (aumento do tamanho) de navios, que custava menos que a construção de um novo cargueiro.

O Rosa da Fonseca, um dos “Cisnes Brancos”, foi construído pelos estaleiros
Split (Iugoslávia) para a Companhia Nacional de Navegação Costeira, e incor-
porado pelo Lloyd Brasileiro em novembro de 1966. Os outros “Cisnes Brancos”
eram Anna Nery, Princesa Isabel e Princesa Leopoldina. Os dois últimos
foram construídos na Espanha. Acervo: Laire José Giraud
Com isso, a companhia também acompanhava a evolução do transporte marítimo, mais especificamente da intensificação do uso do contêiner.
Os navios jumborizados deslocavam 12 mil toneladas, mediam 160 metros de comprimento, comportavam 19.822 metros cúbicos de cargas, inclusive frigorífica. O financiamento foi da Superintendência Nacional da Marinha Mercante (Sunamam), do Ministério dos Transportes.

Na foto são vistos os cargueiros Itapuca e Itapé da série
“Ita-Liners” construídos entre 1970 e 1972, num total de 14, entre
eles: Itanagé, Itaquicé, Itapagé, Itapuí, Itassucé, Itaberá,
Itapura, Itagiba, Itaimbé. Foram jumborizados o Itapagé,
Itaité, Itapé, Itanagé e o Itaquatiá, que passaram a ser
full-container. Acervo: Laire José Giraud
O Lloyd herdou da Companhia Costeira os famosos “Cisnes Brancos”, navios de passageiros que ganharam tal denominação em virtude de o casco deles ser branco: Anna Nery, Rosa da Fonseca, Princesa Leopoldina e Princesa Isabel.
Orgulhos
Os últimos orgulhos da armadora foram os navios porta-contêineres Lloyd Pacífico e Lloyd Atlântico. O primeiro foi construído em 1984, no estaleiro Ishikawajima do Japão, com capacidade para 1.210 contêineres e comprimento de 188 metros. O segundo, em 1986, no estaleiro Ishikawajima do Rio de Janeiro, também para 1.210 contêineres e com igual comprimento.

O Lloyd Pacífico, juntamente com o Lloyd Atlântico, foram dois grandes
orgulhos da grande armadora brasileira do passado. Foram construídos respecti-
vamente em 1984 e 1986. Imagem: Livro: Bandeiras nos Oceanos – A História
da Centenária Armadora – 1890 – 1997 de José Carlos Rossini.
Desde a fundação, em 1890, o Lloyd Brasileiro sempre enfrentou dificuldades, mas a que surgiu no final dos anos 80 para a década de 90 foi a que levou a companhia a uma situação insustentável, com prejuízos e dívidas imensas, que finalmente levaram à extinção.
Um dos golpes que levaram o Lloyd ao naufrágio foi a decisão do Governo de abrir a navegação brasileira a companhias estrangeiras. O objetivo era baratear os fretes marítimos, reduzindo os custos das importações e exportações.
O resultado foi uma acirrada concorrência entre as armadoras, que na disputa por espaço levaram os preços dos fretes para baixo, com reflexos trágicos para o Lloyd. Este quadro foi aliado à má gestão, ao excesso de pessoal e a custos trabalhistas elevados, entre outros fatores.
Nos anos 90, ainda se tentou passar o Lloyd Brasileiro para uma armadora privada, mas as negociações não chegaram a um resultado satisfatório.
Leilão
Alguns dos navios do Lloyd foram leiloados para quitar parte das dívidas. A empresa alemã Eckhardt Marine, de Hamburgo, adquiriu o Itaquatiá, Itanagé, Itapé, Itaité e Itapagé.
A armadora nacional Norsul adquiriu os graneleiros Rio Apa, Rio Trombetas e Rio Branco. Esses navios ficaram, durante vários anos, ancorados na baía de Guanabara.

Antigos comandantes do Lloyd Brasileiro, reunidos no Centro dos
Capitães da Marinha Mercante – Rio de Janeiro. Da esquerda para
a direita: Mario R. Gomes Lima, Carlos Alberto dos Santos Caval-
cante, José Carlos Rossini, Hélio Martins de Andrade (sentado),
Vivaldo Alves da Silva (com o rádio), Gaudêncio Soares Filho e
Fernando Santos. Acervo: José Carlos Rossini
O último ato do Lloyd, que alcançou o posto de maior companhia de navegação da América Latina e de uma das maiores do mundo, foi a extinção, atolado em dívidas de R$ 240 milhões.
Abrilhantando e finalizando este artigo, que sucintamente contou a saga do Lloyd Brasileiro, mostramos dois comentários sobre o artigo anterior Um Dia do Lloyd Brasileiro no Porto de Santos, de duas pessoas de gerações diferentes, que apreciam e conhecem os acontecimentos da extinta companhia de navegação, que ainda tem seu nome gravado nos quatro cantos do globo. Uma delas conhecedor profundo das coisas do Lloyd, que é o Comandante Gileno Macedo França, que atuou como chefe da Polícia Naval em Santos, a outra pessoa, é o amigo e grande admirador da história da navegação e dos navios, trata-se do shiplover Marcelo Machado Lopes da Silva, que é de uma geração que não chegou a ver ou pouco viu, os navios do Lloyd. Eis os comentários:
“Tive a triste missão de realizar as últimas vistorias dos últimos navios do saudoso Lloyd Brasileiro, surtos no Rio de Janeiro, atuando pela Capitania dos Portos, quando era o chefe da Polícia Naval. Bons tempos aqueles em que sempre havia navios do LB em todos os mares e nos principais portos do mundo! Faltaram-nos, em momentos decisivos, homens impregnados de forte mentalidade marítima na administração daquela Cia. Agora só nos resta a saudade !!!”
Gileno Macedo França
Site: www.cdp.com.br
“Pena ser muito criança em um dia de 11 "boca preta" (apelido dos navios e tripulantes do LB) atracados em Santos. E ainda com um detalhe bem curioso, o NTrT Barroso Pereira - G 16, da Marinha do Brasil afretado ao LB, movimentando cargas comerciais. Em mais especial o Lloydbras, um clássico classe SD 14 Mark III, presença rara hoje em nossos portos, o que faz a jovem e nova geração de shiplovers ficar maluca cada vez que um desta classe é escalado para vir a Santos nos dias hoje, geralmente em embarques de açúcar, mas infelizmente em sua maioria os Mark IV, a última geração dos SD 14, versão produzida entre 1978-1985. Sim, estes navios dão saudades, parte presente em minha infância e que fizeram história no Porto de Santos. Marcelo”
Marcelo Machado Lopes da Silva
Site: www.naviosmercantesbrasileiros.hpg.ig.com.br

Um dos clássicos anúncios do Lloyd Brasileiro utili-
zados na década de 1970. Acervo: Laire José Giraud
Fontes
Bandeiras nos Oceanos Volume I e II, Arquivo do Jornal A Tribuna de Santos, Revista Docas e relatos de pessoas que trabalharam e conheceram o Lloyd Brasileiro.
Artigo feito com Armando Akio.
Digitalização: Rubens Victor
* Laire José Giraud é despachante aduaneiro, colecionador de cartões-postais da cidade de Santos e de transatlânticos antigos. Colaborador da Revista de Marinha de Portugal. Publicou cinco livros, como autor e co-autor, sobre temas da Santos antiga.
Enviado por Osvaldo Monteiro Lima em
07/03/2007 (São Vicente / SP)
Laire, neste seu artigo interessante, do Lloyd Brasileiro, você está me trazendo à lembrança muitos navios, que levaram milhares de sacas de café das firmas exportadoras de café, em que fui funcionário de 1958 até meados de 1971. Para América do Norte, as companhias com prioridade receber café eram o Lloyd e a Mormack. As sacas iam nos porões dos navios, não exitiam os contêineres e a mão de obra era grande. Lembro de enviarmos café para a Itália no Cabo Orange, cuja fotografia você mostra nessa leitura. Você não lembra de mim. Estou chegando aos 80 anos, naquela época você era um menino e trabalhava na Volkart Irmãos. Vou telefonar para você qualquer dia desses. Gostei demais desse artigo. Felicidades. Osvaldo Monteiro Lima.
Enviado por Laire José Giraud em
12/03/2007 (Santos - SP)
Caro Osvaldo. Fiquei muito contente ao ver seu comentário, aqui no PortoGente. Já não o via há mais de 20 anos. É claro que lembro de você, uma pessoa alegre e brincalhona como sua pessoa não dá para esquecer. Era você quem emitia as
ORDENS de retirada de café dos armazéns gerais, que eram
muitos naquele tempo. Sua memória está ótima. Fico no aguardo de seu telefonema. Obrigado pelos elogios. Um abraço amigo. - Laire
Enviado por Aureo H Soares em
24/02/2008 (Itajai s/c)
Olá Laire Gostaria de saber se vc pode me ajudar. pois nao consigo encontar o livro de José carlos Rossine. comprei o vol II mas o vol I esta dificil se vc poder me ajudar eu te agradeço.
Um abraço Aureo
Enviado por João Carlos Grotto em
17/06/2008 (Guaratuba - Paraná)
CARO LAIRE
Gostaria de saber , se vc, Rossini e Gerodetti, pode indicar algum livro que contasse a História dos navios cargueiros entre os anos 50 a 2008.
Sou santista e aposentado da marinha mercante, a após ganhar de um amigo o livro sobre a rota do ouro/prata e adquirir o livro do Gerodetti, não sabe, o quanto estes livros me fizeram retornar a nostálgia do Porto de Santos.
Gostaria de lembrar dos Liberty, das Chatas de invasão, dos rios da costeira, Rener , Kalú entre outros.
Recordo dos navios da ELMA, YBARRA, DELTA, dos holandeses da linha do oriente, Libra, Paulista , Netumar, Aliança, LoideLibra entre outras empresas brasileiras ou estrangeiras.
Agradeço Antecipadamente
Abraços
João Carlos Grotto - Guaratuba - Paraná
email - daisymplatner@yahoo.com
daisymplatner@hotmail.com
dmp@tj.pr.gov.br
Enviado por Jussara em
16/08/2008 (RECIFE-PE)
LAIRE JOSE GIRAUD...ADOREI O TEXTO.
GOSTARIA DE SABER O QUE ACONTECEU COM AS AÇÕES COMPANHIA NAVEGAÇAO LLOYD BRASILEIRO?
Enviado por Jose Antonio Nahim em
19/09/2008 (Poá -SP)
Fiquei muito feliz em saber das memorias do Lloyd Brasileiro,por ser sobrinho do Ex comandante do navio Itapuca Sr Jorge de Araujo Lima (Conhecido como Jorge Copacabana)na qual o mesmo veio a falecer no dia de ontem,gostaria muito de fazer-lhe uma homenagem recebendo algumas informções e fotos de algumas coisas ref à viagens e historia.Agradeço com um abraço.
Enviado por elias alves rosa em
05/01/2009 (rio de janeiro)
Sr.Laire, boa tarde.
Preciso de sua ajuda.
Estou fazendo um trabalho e preciso de uma informação importante.
Em março de 1959, minha família viajou sem volta do Porto de Belém para o Rio de Janeiro. Eu tinha 2 anos de idade e meus irmãos não lembram qual o Navio que embarcamos.
Tenho feito pesquisas que apontam para os navios:
Aratimbó, Araranguá, Aratanha, Itatinga, Itaguatiá, Itaimbé, Itapuca e Itaité.
Pela sua experiência, qual o Navio mais provavel?
O senhor conhece alguma pessoa ou publicação que pudesse
me orientar?
é possível que eu encontre algum livro que mostre a lista de passageiros?
Desde já fico muito agradecido , por sua ajuda.
elias.
Enviado por Suzana em
17/01/2009 (BRASILIA)
Olá Laire.
Sou bisneta do comandante Antonio Quirino Silva, e gostaria de saber como posso obter informações sobre ele. Sei que ele era comandante do Lloyd Brasileiro e conhecia muito bem a entrada de todos os portos brasileiros e que por isso não necessitava da ajuda do prático e faleceu em 1921.
Aguardo sua resposta
Obrigada
Enviado por DORA FERREIRA em
18/02/2009 (Niterói/RJ)
Em primeiro lugar parabenizo a equipe pelo belo trabalho de ultilidade pública, parabéns!!!!
Gostaria de saber onde posso ir afim de descobrir dados sobre o meu pai que trabalhou durante muitos anosw no LLOYDE e depois não sei explicar motivos foi para o Ministério dos transportes e alguns parentes meus foram para Polícia Fderal, TRE, ETC... creio que o motivo foi à extinção, ficaram em díponibilidade e retornaram em outro órgão federal.
Enviado por Raphael Garcez de Mendonça em
08/07/2009 (Rio de Janeiro)
Fiquei muito feliz em conhecer este site!
Meu bisavô foi Médico do Lloyd Brasileiro onde prestou orgulhosos serviços a esta empresa. Ele trouxe meu pai e sua família em 1939 de Salvador para o Rio de Janeiro em um dos navios do Lloyd, era a época da II Guerra e a nau teve que viajar com as luzes apagadas, conforme lembrava meu falecido pai.
Moro próximo do Porto do Rio de Janeiro e tem um deposito aqui com vários containers com o símbolo do Lloyd, será que são cargas que foram esquecidas, ou são arrestos judiciais?
Um abraço a todos!
Parabéns pela iniciativa!!!!!
Enviado por DAVID DA COSTA VILLAR FILHO em
12/08/2009 (Rio de Janeiro)
Primeiramente gostaria de parabenizar a iniciativa de mostrar às gerações mais novas o que foi a maior empresa de navegação do hemisfério sul e a 5ª maior nas décadas de 70/80. Por outro lado, fico triste em só ver os comentários sobre os prejuízos e dívidas do LLOYD. Deve-se notar que naquelas décadas (70/80) a empresa distribuiu muitos milhões de dinheiro da época a título de dividendos aos acionistas e a União como maior acionista (99,06%) foi a maior beneficiada. Também, recolhemos milhões e milhões a título de IR.
O que aconteceu com o LLOYD poucos têm coragem de dizer, mas aqui vai - 1º: com a Nova República as diretorias do LB foram loteadas, sem nenhum compromisso com a atividade fim; 2º: no governo Collor houve a desregulamentação dos acordos 40/40/20 e a empresa foi entregue a um grupo concorrente que largou os navios no hemisfério norte na época do inverno (pura covardia); 3º: quanto aos governos FHC e LLula da Silva, não sabemos os acordos que foram assinados com os países interessados na atividade de marinha mercante.
Enfim, o que não podemos aceitar é o Brasil não ter uma marinha mercante (com o desaparecimento do LB todas as empresas que viviam à sua volta ou foram vendidas a grupos estrangeiros ou simplesmente desapareceram) e a cada ano entregarmos U$ 15 bilhões a título de frete e afretamentos de navios.
Enviado por Nildes Sampaio em
14/08/2009 (Rio de Janeiro)
Quando leio e releio histórias como a do Loyd penso nas milhares de famílias que foram afetadas com a extinção de um patrimônio histórico brasileiro e penso ainda nas milhares de pais e mães de famílias do presente e do futuro que deixam de ter valiosas oportunidades de trabalho e emprego digno, a continuar o ritmo imposto desde a década de 90, que apesar dos muitos ensaios ainda prevalece. Em se tratando de política portuária ou de exploração do mercantilismo marítimo em que o Brasil, para o comércio exterior é inegavelmente estratégico, nós portuários de carteira e coração aguardamos a recuperação, reestrturação e inovação de instrumentos capazes, verdadeiros facilitadores e interfaciais na infra-estrutura executiva do Brasil. O que falta para o Brasil ser importante segmento no sistema marítimo portuário internacional é ser importante segmento marítimo portuário nacional onde experiência, conhecimento, interesse pelo País e pelas pessoas vençam desconhecimento e vaidades. A atividade marítima portuária brasileira merece e tem tudo de bom a oferecer a nossa sociedade Quando se constata erros os inteligentes mudam. Assim cresce a Humanidade. Parabens a todos que manifestam a saudade e as boas lembrança. Abr Nildes Portuária RJ
Enviado por Nildes Sampaio em
14/08/2009 (Rio de Janeiro)
Quando leio histórias como a do Lloyd penso nas milhares de famílias que foram afetadas em consequencia de atos governamentais trágicos como extinção de patrimônio histórico brasileiro e penso ainda nos milhares de pais e mães de famílias que deixam de ter mais oportunidades de trabalhos e empregos dignos, a continuar o ritmo imposto desde a década de 90, que apesar dos muitos ensaios ainda prevalece sacrificando e confundindo portos e portuários. Em se tratando de política de exploração do mercantilismo marítimo portuário, em que o Brasil, para o comércio exterior é inegavelmente estratégico, nós portuários de carteira e coração e os diversos setores da economia, aguardamos a reestrturação e inovação de instrumentos capazes, verdadeiros facilitadores e interfaciais na infra-estrutura executiva do Brasil e o tratamento das carreiras profissionais. O que falta para o Brasil ser importante segmento no sistema marítimo portuário internacional é ser importante segmento marítimo portuário nacional, estaduais e municipais onde experiência, conhecimento, interesse pelo País, pelas pessoas e pelo trabalho vençam desconhecimento, vaidades e estranhos interesses. A atividade marítima portuária carece respeito e tem tudo de bom a oferecer a nossa sociedade. Quando se constata erros os inteligentes, mudam. Assim cresce a Humanidade. Parabéns a todos que manifestam a saudade e firmes nas lembranças, mantem o compromisso do saber aceso nas consciências. Abr Nildes Portuária RJ
Enviado por LEO HENDRIX em
09/09/2009 (GOIÁS)
NA OPORTUNIDADE GOSTARIA DE SABER SE ALGUÉM PUDER ME RESPONDER, SE O NAVIO "PARÁ" ERA O QUE TRANSPORTAVA IMIGRANTES ITALIANOS PARA O BRASIL ANO 1896.
Enviado por Wellington Lima em
25/12/2009 (Recife)
Prezado Laire,
Em primeiro lugar, parabenizo-o pelo brilhante trabalho de preservação da memória da marinha mercante brasileira.
Em seguida, permita-me um pedido, para atendimento na medida do possível: é que aos 7 anos de idade, com a minha mãe, fizemos uma viagem do Recife ao Rio de Janeiro, a bordo do navio Pedro II. Terias alguma foto e outras memórias dessa embarcação, que pudesses me enviar?
Desde já fico imensamente agradecido.
atc, Wellington Lima
Enviado por Gabriel Balthazar em
26/01/2010 (Engenheiro Paulo de Frontin)
Ai amigo, gostei da historia!
queria saber se você tem mais informações de funcionários, e mais fotos.
Porque meu avô ja trabalhou no lloyd no Rio de Janeiro!
Não sei muito a historia dele, porque ele ja faleceu.
Vlw
Enviado por EDSON BONFIM DE JESUS em
25/04/2010 (campinas-)
Muito bom.
Já trabalhei no LLOYD brasileiro, mais o que eu gostaria de saber é a respeito do NAVIO DE PASSAGEIRO ’ANA NERY’.
Eu participei do levantamento dos materiais quando ele foi vendido. Fui pega-lo em Nata-RN Estava quebrado.
Outra coisa eu gostaria de saber se amigo puder ajudar.
Não consego acha o escritorio responsavel pelos DPCUMENTOS dos ex-funcionarios tipo como livros registro.
Fica com DEUS
Edson
Enviado por José Simões em
06/06/2010 (Rio de Janeiro)
Edson;
Gostaria de parabenizá-lo pelo excelente artigo sobre a extinção da grande Cia de Navegação LLoyd Basileiro!
Fui funcionário desta Mega Empresa, e posso dizer que, com muito orgulho durante quase 23 anos!
Primeiramete, sob a adminstração do Almte Jonas Sobrinho, e por último, em 1997, qdo de sua extinção em 1997, sob a administração do interventor nomeado pelo governo.
Seu artigo, me fêz retornar ao passado, e lembrar dos amigos que fiz, e da saudade dos velhos tempos que não voltam mais, pois àquela época, podíamos dizer que éramos uma família! Infelizmente hoje, as empresas, sejam elas de que ramo forem, jamais serão como as que foram no passado, pois o elo que havia entre o funcionário e sua empresa jamais poderão existir! Era como no Japão, se posso dizer, uma extensão da nossa casa!
Abraços e obrigado por nos lembrar de tempos passados, que não voltam mais!
Enviado por Jose elenilton em
13/07/2010 (aracaju)
Ola
eu tenho um tio e sei que ele trabalho no loide brasileiro, e
gostaria que alguem que trabalhou ou nao, nesta empresa, se possivel
me desse noticias
Enviado por Josué Cordeiro Montes em
05/08/2010 (Ponta Grossa)
Gostaria de fazer contato com o Sr. Laire José para saber se ele tem alguma imagem do navio Florentin que trouxe imigrantes para Joinville (Dona Francisca) em 1852 através de São Francisco do Sul.
Obrigado.
Josué
Enviado por Jose Edmar Fontenele em
20/08/2010 (Brasilia)
Fiquei emocionado ao ler sobre o Lloyd Brasileiro, empresa nacional do qual foi funcionario o meu pai no periodo de 1950 até inicio do anos 70 quando ele aposentou-se por tempo de serviço. Meu pai era agente do Lloyd no porto de Camocim-CE, tendo trabalhado algum tempo também no escritorio de Fortaleza-CE.
Meu pai sabia tudo sobre o LLOYD. Demonstrava conhecer bem não só os navios que ancoravam no porto de Camocim, mas também aqueles maiores de cargas e de passageiros que navegavam em aguas internacionais. Ele tinha muitas fotos, revistas e até recortes de jornais que um amigo, também do Lloyd, que trabalhava em Santos-SP lhe mandava
Enviado por Francisco de Assis Oliveira Filho em
01/10/2010 (São Luis)
Há tempos procurava textos que narrasem a bonita história do Lloyd Brasileiro, encontrei o texto nesse site e fiquei emocionado em ler um artigo que mostra a importância que teve essa Empresa no país. Sou maranhense e neto de ex funcionário do Lloyd, meu avô ELIAS DE ALMEIDA, paraibano de João Pessoa (falecido em 1982), foi durante muitos anos Agente do Lloyd em São Luis, ouvi vários relatos dele sobre o trabalho grandioso executado por pessoas abnegadas em conduzir o país a prosperidade através da navegação. Ainda guardo comigo, alguns objetos da sua mesa de trabalho e sempre recordo a figura do meu avô emocionado quando falava do trabalho executado no Lloyd Brasileiro.
Enviado por Rosângela F. de Andrade em
22/06/2011 (São Gonçalo)
Interessante esta maneira de preservar a memória nacional. Sou filha de exfuncionário desta empresa, estou pesquisando sobre o assunto pois preciso saber se o meu pai (falecido) tem alguma coisa a receber.
Quem puder orientar-me, onde devo recorrer, a que orgão público devo solicitar ajuda, ficarei imensamente grata. E ainda, filha solteira tem direito a pensão do pai já falecido?
Abraços
Enviado por Reginaldo Nunes Galvão em
29/06/2011 (Rio de Janeiro)
Primeiro:
Parabéns pelo Site e por preservar a memória de uma empresa Centenária, que foi a maior do mundo em transportes maritimos, reconhecida internacionalmente por seu grande porte e patrimonio, geradora de divisas economicas e mantedora de milhares de empregos até sua extinção.
Segundo:
É com pesar, insatisfação, revolta ,tristeza, e impossível de imaginar, como o Governo de um País que se proclama e divulga por este mundo afora, que é uma País, Emergente, Democrático, Social, etc, etc.., e tendo um litoral de mais de 8(oito)milhões de Km2, simplesmente com uma canetada,estas MP que estes politicos curruptos fazem na calada da noite e depois a transformam em Leis, destruiu, dizimou, esfacelou, aniquilou, e lesou a Pátria, acabando e dando por extinta a Empresa Centenária(LLOYD BRASILEIRO), e outras, deixando milhares de familias e lares destruidos. Será que vai ter alguém, honesto e patriota que tambem com uma canetada (MP), punirá os que lesaram a Pátria e cometeram estas atrocidades? Será que eu vou viver para ver esta coragem e a punição dos culpados? Será que eu e toda a nação que sabe deste sangramento vai ficar a ver navios? Será que vamos recuperar nossos empregos que o caçador de marajás destruiu e acabou? A esperança é última que morre, o Sol brilha para todos, ainda existe uma luz no final do túnel. Nós brasileiros, desejamos o retorno da Marinha Mercante do Brasil e a volta do LLOYD BRASILEIRO.
Enviado por jamil pereira da rosa em
31/07/2011 (sao pedro da aldeia)
loyd brasileiro falar dele sm citar iha do mocangue , conceiçao ,pombeba e cais da rua do rosario mais a escola tec para filhos de funcionarios e seu quadro de trabalhadores artfices que todo esse orgulho de fazer parte da familia Lloyd brasileiro (PATRIMONIO NACIONAL)com seu centro de docagem orgulho da empresa
Enviado por emilio ferreira em
29/09/2011 (rio das ostras)
pena que no brasil tudo e vendido e a histiria se acaba,tenho coleçao de caixas de fosforos antigas e entre elas tenho a do lloyd brasileiro raridade
Enviado por Júlio Cezar dos Santos patrício em
26/10/2011 (Belém - Pará)
Leio esse material, com o coração apertado, saio a uma hora de um agendamento para pedido de aposentadoria do Inss. Fico triste, meu período de marítimo embarcado por mais de três anos no Lloyd Brasileiro - N/M Almirante Graça Aranha, não aparece nos levantamenots do Inss e agora não sei como proceder. Que vergoha, vou ter de provar minha história de vida sem ter uma memória viva que comprove a veracidade de velhos papéis.
Aproveito para parabenizar o Sr. Laire José pela nobreza do relato sobre um tesouro perdido pelo Estado brasileiro.
Júlio Patrício
Enviado por lucila em
27/03/2012 (recife)
gostaria de saber onde encontrar registro de antigo fucionario desde ja grata em recife se tem algum escritorio
Enviado por lairegiraud em
27/03/2012 (Santos - S.P)
Queridos amigos leitores - infelizmente nada sei sobre as questões trabalhistas do Lloyd Brasileiro, tais como arquivos do Dpto. pessoal da estatal, comprovantes de recolhimento do INSS e tudo mais que comprove o tempo de trabalhode seus funcionários e tripulantes.
Acredito que quem possa dar uma informação mais concreta sobre o Lloyd é o "Centro dos Capitães da Marinha Mercante" - Av. Rio Branco, 45 - sala 507 - Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP - 20090 - 908. - Certamente seus funcionários e diretores da referida entidade saberão informar o caminho que vocês devem seguir par solucionar os seus problemas.
Maiores informações sobre o conceituado Centro vocês encontram na Internet. Inclusive o número telefôncio.
Um abraço e boa sorte para todos - Laire
Enviado por jose ubiracy de almeida silva em
09/04/2012 (paulista )
sou filho de um ex-funcionário do Lloyd Brasileiro, meu para faleceu e mexendo em alguns papéis encontrei açoes tem validade e o que fazer?
Enviado por Jean Robert em
12/04/2012 (Manaus)
Prezado Senhor Giraud,
Desenvolvo projeto audiovisual intitulado "Ecos de uma revolução" sobre os desdobramentos da Revolução Constitucionalista de 1932 na Amazônia, que desencadearam na desconhecida batalha naval de Itacoatiara, Estado do Amazonas.
Todos os navios utilizados no conflito eram mercantes. Durantes a nossa pesquisa identificamos materiais iconográficos interessantes para utilizar no filme, entretanto são insuficientes.
O senhor possui algum material referente ao navio Baependy (antigo Tijuca)? Ou anúncios da empresa Lloyd das décadas de 20, 30 e 40?
Agradeço antecipadamente a atenção dispensada.
Cds,
Jean Robert
Enviado por DULCE HELENA DE OLIVEIRA COELHO em
17/05/2012 (Niteroí)
Gostaria de saber registro de ex funcionario como meu pai que se chamava ROMEU PACHECO DE OLIVEIRA, que trabalhou na decada de 1940 ou 1950, falecido em 1964 ou 1967, seu apelido era BOQUEJONE, preciso de informações.
Atenciosamente.
Enviado por bernadet em
30/09/2012 (natal)
goataria de saber registro de umex funcionário que se chamava jose antonio da silva, conhecido como casquinha, meu pai que só vi quando era crianca
Enviado por Vitorino Carlos Wagner Ribeiro em
11/03/2013 (Rio de Janeiro)
Fui supervisor III na érea de termodinâmica com vista a frigorificas e quando lá cheguei vi com tristeza a despedida do Navio de passageiros Ana Neri que nunca deu prejuizo, mas tinha o afretamento do Romanza. Pior que o navio em questão ouvir dizer que não era mais navegável porem saiu do Rio paletando, longas histórias.
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