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Governo já teria 123 pedidos para novos terminais portuários
Alex Muniz Costa- Coordenador de operações de Recinto Alfândegado - A nova lei d...
(muniz - santos)
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Governo já teria 123 pedidos para novos terminais portuários
Se tivéssemos uma regulação minimamente competente, sem corrupção, por meio da A...
(Lucas - Rio de Janeiro)
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Investigação pode prejudicar ainda mais a imagem da companhia
Independente de perdas política para o governo Dilma ou qualquer outro governo, ...
(Cavalcante - Fortaleza)
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CPI da Petrobras é o novo foco da oposição
Pena que qualquer negociata por cargos não leve essa investigação adiante. Não é...
(Célia - Rio de Janeiro)
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A um custo alto Cubatão paralisa estradas, reclama atenção e depois recua
É lamentável essa Prefeita, por tudo que ela falou e procedeu, Cubatão deveria v...
(Belmonte - Santos)
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(Mais) Avanços no Licenciamento Ambiental
Muito obrigado, Alber, por seus comentários airosos. No início da década, Richa...
(Frederico Bussinger - SP)
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R$ 15 milhões para o Portus
Sra. Interventora, não se deixe levar por interesses políticos contra os assitid...
(Zé do Porto - Santos)
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Portus: muito a investigar
Inacreditável como as apurações contra os protegidos dos políticos poderosos não...
(Zé do Porto - Santos)
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As viagens pela costa do Brasil
Gostaria de conhecer os meus parentes por parte do meu avô materno + Leonel dos ...
(Alíquis - São Mateus E.S)
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(Mais) Avanços no Licenciamento Ambiental
Genial Fred. Isso mostra que o setor conhece o tema. Estamos no caminho certo,...
(Alber - Brasilia)
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Leis, caos e a desculpa do Custo Brasil
João Gomes Ribeiro Neto Eng. Civil -Portos e Vias Navegáveis Boa Matéria Pim...
(João Gomes - Santos)
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Rebocador é braço direito do prático
tenho interesse em trabalhar com rebocadores, embarcações de apoio maritimo, lan...
(Rafael - São Paulo)
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Gleisi avisa portuários que não abre mão de contratação livre em terminais privativos
Essa Gleisi , chega agora, não entende nada de Porto ,e quer a Força tirar os no...
(Pirata - salvador)
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Gleisi avisa portuários que não abre mão de contratação livre em terminais privativos
vcs vaum ver o q nós tamu passando em itajai, por causa de navegantes, estamos p...
(RONY - itajai)
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Gleisi avisa portuários que não abre mão de contratação livre em terminais privativos
O trabalhador, com o sempre, é o único prejudicado. Entra governo, sai governo, ...
(Zé do Porto - Santos)
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Portos, contêineres, logística
Enquanto outros Países estão 15 anos á nossa frente no que diz respeito ao siste...
(ari - Fortaleza)
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Não é tão simples assim: o PLC 9/2013 e a não obrigatoriedade da contratação do trabalho avulso
como um cara condenado zé jenoino, pode aprovar como lider do PT essa lei. no me...
(m0leque novo - são vicente)
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Gleisi avisa portuários que não abre mão de contratação livre em terminais privativos
alguem lembra da musiquinha que dizia,assim começou a tragedia no fundo do mar,p...
(genilson - santos)
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Dilma cumpriu compromisso, afirma portuário do Espírito Santo
Esse cara não tem nada de sindicalista... ele é um representa é os interesses d...
(Alexandre - Paranaguá)
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Dilma precisa sancionar nova lei dos portos até quarta e possíveis vetos causam expectativa
Realmente, essa história de veta não veta esta virando uma palhaçada ao meu ver....
(luciml1234 - Vitória)
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Flama, a mais santista das revistas
Laire, vendo este artigo sobre uma revista santista, lembrei-me de um anúncio de...
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Abifer critica licitação de 65 trens da CPTM
Prezados, a finalidade deste é a decisão de parte dos governantes de seguidas ve...
(Leoni - São Caetano do )
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Debate: uma nova Lei dos Portos... e agora?
Gostei muito de participar deste e evento e assistir a palestra de Frederico Bus...
(Nei Grando - São Paulo)
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Debate: uma nova Lei dos Portos... e agora?
Gostaria de ter tido a oportunidade de compareceram evento,mas não foi possível...
(carlos j ponciano - rio de janeiro)
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Aquaviário: profissão civil, mas com jeitão de militar
oi eu tenho uma turma para julho dos cursos de especial de segurança pessoal e ...
(marcio - rio)
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Texto publicado em 01/05/2007 - 01:38
Autor de Mowgli, o Menino-Lobo descreveu o funcionamento da Usina Henry Borden um ano depois de sua inauguração
por Alessandro Atanes *

A partir de uma viagem realizada por cidades brasileiras em 1927, o escritor britânico de origem indiana Rudyard Kipling (1865-1936) escreveu As crônicas do Brasil, publicadas inicialmente em sete artigos no jornal Morning Post e reunidas em livro após a morte do autor. Kipling é o autor de clássicos da literatura moderna como Mowgli, o Menino-Lobo (O Livro da Selva) e o poema If (Se) e venceu o prêmio Nobel de literatura em 1907. Para se recuperar de problemas de saúde, Kipling realizou entre 1925 e 1927 uma longa viagem de navio que resultou em suas sete crônicas sobre o Brasil e outros textos. Duas delas se referem à Cubatão.

 

Em O Deus dos relâmpagos: Como a Energia chegou a São Paulo, o autor descreve um dia dos funcionários da Usina Henry Borden, que havia sido inaugurada há pouco tempo, em 1926. Historicamente um ponto entre o porto de Santos e o planalto, Cubatão geralmente é descrita nos relatos de viajantes, principalmente no período colonial, como um local de passagem. No texto de Kipling, apesar de ele também estar de passagem – iria até São Paulo –, lemos a descrição de um ambiente de trabalho e de residência, com seus locais de moradia e refeições:

 

Bangalôs de azulejo e concreto subiam de todos os lados – prova de que aquele deveria ser algum tipo de quartel-general permanente: havia também madeira e construções de zinco – uma delas um inconfundível e agradável local para refeições – que sugeria o Canadá, mas não havia explicação para os guindastes que se inclinavam sobre um riacho espantoso, que obviamente carregava muito mais água do que poderia.

 

O chefe de Divisão da Biblioteca e Arquivo Público de Cubatão, Wellington Ribeiro Borges, destaca o valor da descrição para a recomposição deste momento da história da cidade: "Vemos na crônica como era o funcionamento da usina e de como funcionavam as máquinas que geravam energia". O autor fala sobre a Casa de Força que recebia as águas desde uma altura de 600 metros em colunas de 17 centímetros, o equivalente para gerar até 88 mil volts, índice suficiente para o autor comparar o mecanismo ao deus indiano dos relâmpagos, Abu Bijl’’:

 

A engenhoca toda – chamam-na Roda de Pelton – é assim movida com rapidez. Duas rodas como essas dão vida ao Demônio Encapuzado - Abu Bijl’’ – o Deus dos Relâmpagos – e deve-se aproximar com a cabeça descoberta, ou a mera passagem de seu sopro arrancará o chapéu de sua cabeça. Ele é conhecido pelos servos como Dínamo (com muitos milhares de cavalos-de-força), e serve aos mais variados propostos do mundo.

 

Wellington Ribeiro Borges destaca também o que o próprio título da crônica indica: a usina havia sido construída não para fornecer energia elétrica para Cubatão e a Baixada Santista, mas para atender ao município de São Paulo, que passava por um surto de crescimento industrial. A usina Henry Borden era "apenas mais um dos diversos lugares posicionados ao redor de São Paulo e que vendem mais energia para os seus quatro cantos". Conhecido como "o poeta do império" britânico, Kipling costuma comparar as paisagens de Cubatão com locais mais familiares aos seus leitores britânicos: o clima de Cubatão é semelhante ao de Madras, cidade da Índia; o "agradável" local para refeições se parece com o Canadá; e o vagão de trem no qual desce a serra após a viagem até uma fazenda de café no interior de São Paulo "poderia ter sido indiano, sul africano ou canadense", sem contar que a própria usina e a estrada de ferro foram construídas por engenheiros britânicos.

 

A descida de Serra do Mar

Em O Romance da Construção da Estrada de Ferro: Uma Escalada de Seiscentos Metros, Kipling descreve a descida da Serra do Mar a partir do vagão de passageiros da São Paulo Railway, a ferrovia que mais tarde seria chamada de Santos-Jundiaí. Sobre esse trecho da viagem, ele destaca a dificuldade do terreno:

 

Deve haver no mundo uma região pior que esta para estradas de ferro; mas nunca vi nenhuma. Cada metro dessas traiçoeiras escarpas conspira contra o homem, dos declives quase verticais ocultos acima, até os desfiladeiros completamente verticais abaixo. É impossível não reverenciar a perícia demoníaca com que a água sempre ataca os pontos fracos dos suportes dos cavaletes, a boca dos túneis e as curvas. Todos os cumes e ribanceiras foram protegidos com placas de aço, revestidos de pedras, concretados e, onde foi possível, desviados; o sistema de calhas era amplo como as cisternas urbanas, bem como os aquedutos. (...) E havia pontes de cavaletes de aço que o lançavam por entre os precipícios, onde você poderia despencar por trinta metros para dentro de uma floresta de quinze metros antes de seu vagonete começar a andar de verdade. Para estudar-se o assunto de forma apropriada, a região toda deveria ser percorrida a pé, com guias e bastos de alpinista, em vez de uma cadeira confortável.

 

De volta a Santos, Kipling toma um navio para o Rio de Janeiro e dali retorna à Inglaterra. O livro As crônicas do Brasil foi reeditado em 2006 pela editora Landmark.
* Alessandro Atanes, jornalista, é mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Servidor público de Cubatão, atua na assessoria de imprensa da prefeitura do município.
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