Nos últimos anos, o Porto Literário tem se valido da mais recente produção historiográfica sobre a cidade e o porto de Santos. São livros publicados na última década, frutos de pesquisas, dissertações de mestrado e teses de doutorado, e os de divulgação jornalística.

Notei que boa parte disso não está no acervo da Biblioteca Municipal de Santos. Não sei porque lá não estão (e tomara que alguns já tenham sido adquiridos após terem sido listados em 16 de março durante a pré-conferência municipal de História e Memória, parte da Conferência Municipal de Cultura). A Tribuna publicou uma carta deste colunista, mas só com a lista, sem os comentários sobre os próprios livros, também enviados, hoje aqui publicados, junto também com os nomes das editoras, tradutores, ilustradores e pesquisadores envolvidos. Para dar uma dimensão do que falta, publico hoje os nomes dos livros, com suas editoras e um ou dois parágrafos de comentários. Por isso, o Porto Literário de hoje lista alguns desses livros. A Secretaria de Cultura e o Conselho Municipal de Cultura têm ciência dessas ausências. Aí vão eles (os links levam para colunas do Porto Literário em que os livros são comentados):

Operários sem patrões: os trabalhadores da cidade de Santos no entreguerras, adaptação de tese de doutoramento de Fernando Teixeira da Silva (Editora da Unicamp, 2003). Um estudo de fôlego sobre a cultura operária de Santos, desde os primeiros dias dos trabalhadores-artistas da construção civil das greves de 1917, de tendências anarquistas, à ascensão dos trabalhadores portuários e especificamente dos estivadores como principal categoria operária da cidade, de ligação mais forte com o comunismo. Há uma seção inteira sobre como Polícia e imprensa local se unem para manipular ideologicamente uma investigação, tornando crime político o que se desenrolou como vingança entre estivador e feitor. Entre outros artigos, escrevi sobre o livro em Operários artistas no Guarany.

A dissertação de mestrado de Fernando Teixeira da Silva, de 19915, está no acervo, o que motiva a aquisição da obra mais atual. A carga e a culpa. Os operários das Docas de Santos: Direitos e Cultura de Solidariedade. 1937-1968 foi publicado pela própria Administração naquele ano em conjunto com a editora Hucitec, em edição comemorativa do 450º aniversário da fundação de Santos. O desenvolvimento da pesquisa do autor entre o mestrado e o doutorado reflete bem o nível geral do que tem sido feito em pesquisa sobre Santos nos últimos anos.

Clique aqui e leia a segunda parte deste artigo.

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