Alessandro Atanes

Jornalista e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Servidor público de Cubatão, atua na assessoria de imprensa da prefeitura do município.

“Crime e Castigo portenho”. Assim foi chamado o ciclo formado pelos livros “Os Sete Loucos” e “Os Lança-chamas”, romances do argentino Roberto Arlt (1900-1942). A expressão está na conclusão da dissertação de mestrado “Subsolos portenhos: o intertexto Arlt-Dostoiévski”, de Vitor Alexandre Ribeiro, defendida em 2007 no Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A conclusão de Ribeiro recupera a História de seu contato com os romances do autor latino-americano e a obra do escritor russo, principalmente “O homem do subsolo” e “Crime e Castigo”, que exalam um clima de paranoia (o primeiro) e de especulação em torno das consequências morais e filosóficas do crime, particularmente o assassinato (o segundo).

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Escrevi uma vez sobre como o porto de La Boca em Buenos Aires exerce uma função narrativa no conto Emma Zunz, de Jorge Luis Borges. A protagonista que dá nome à obra vai até o cais e ali se prostitui. O motivo é usar a experiência de estar ultrajada para justificar como legítima defesa o assassinato que planejava para a tarde seguinte. O cais é o local do perigo (a floresta das histórias da carochinha), mas é lá, contudo, onde adquire o ultraje (a poção mágica) que faz seu álibi (uma tentativa de estupro) parecer verdadeiro à polícia.

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A Pinacoteca de Santos ficou falada nestes dias pelo roubo. Certo, mas coisas legais também foram feitas lá nos últimos dias. Pinacotequice é só o nome que dei para coisas que acontecem na Pinacoteca, só para brincar, afinal, isso é um ensaio, não uma operação.

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Pinacotequice 2Três dias depois, no mesmo salão, Gustavo Klein, editor do Galeria, caderno de cultura do jornal A Tribuna de Santos, falou sobre a publicação no Conversa de Botequim, que migrou para a Pinacoteca (assim como já o haviam feito os cursos de História da Arte de Nélson Wendel e as oficinas literárias de Eliana Pace, além de ser a casa do Sarau Caiçara – o que mostra a Pinacoteca como um ponto aglutinador).

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Volto hoje à literatura produzida entre Santos, São Vicente e Cubatão. Agora em fevereiro, no dia 25, tivemos no Sesc Santos o lançamento de quatro títulos: “Olho por olho”, de Regina Alonso, “Hi-Kretos”, de Paulo de Toledo, “A morte de Herberto Helder e outros poemas”, de Marcelo Ariel, e “O amor é lindo”, de Ademir Demarchi.

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