Do século XIV até hoje, o mundo vem sobrevivendo a doenças seríssimas

No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou oficialmente a pandemia do novo coronavírus. A doença, que se assemelha a uma gripe, porém, com uma carga viral mais potente e altamente contagiosa, surgiu em Wuhan, na China, e se espalhou para o mundo inteiro em poucos meses.

Apesar de, para muitos, esse estado pandêmico aparentar ser algo completamente novo, o planeta já vivenciou outras crises de saúde tão graves como a atual vivida com a COVID-19.

Mais que isso, essas doenças mudaram certos comportamentos humanos e contribuíram significativamente para o avanço da Ciência — um ponto positivo, em meio aos vários negativos gerados por todas elas.

Conceito de pandemia

Antes de falar de quais pandemias atingiram o mundo, é preciso esclarecer qual é o conceito desse termo tão comum no vocabulário atual. Trata-se da denominação dada a uma doença que conseguiu se espalhar, de modo simultâneo, para várias partes do planeta. Nesse caso, o que determina uma pandemia é o fator geográfico.

Um ponto interessante é que, na atualidade, há uma propensão muito maior para o aparecimento de pandemias, já que o deslocamento de pessoas para diferentes lugares acontece de forma muito mais fácil e rápida. Isso acarreta uma transmissão facilitada de doenças, como aconteceu com a COVID-19.

Também vale lembrar que nenhuma pandemia é totalmente igual a outra, até porque todas elas foram disseminadas por doenças diferentes, em momentos históricos e culturais distintos.

Peste bubônica (Peste Negra)

A doença causada pela picada de pulgas de ratos pretos conseguiu eliminar um terço da população europeia no século XIV. A peste bubônica ou peste negra é considerada a primeira pandemia na história da humanidade, tendo matado cerca de 50 milhões de pessoas entre 1343 e 1353.

Os principais sintomas eram dificuldade para respirar, febre alta, grandes inchaços nos bulbos e nas glândulas, além do aparecimento de manchas escuras na pele — estes últimos são responsáveis pelo nome da doença.

A falta de saneamento básico e de higiene, bem como a justificação da doença como uma questão religiosa, foram fundamentais para que a peste bubônica conseguissem se alastrar pela Europa, atingindo China, Rússia e Oriente Médio.

Um dos aspectos positivos, para além do desenvolvimento de medidas de higiene e de isolamento social — a quarentena surgiu nessa época —, foi a desintegração do sistema feudal, causada, entre outros motivos, pela falta de mão de obra devido às mortes pela doença e posterior desenvolvimento da economia.

Cólera

Em 1817, aconteceu a primeira pandemia de cólera, levando centenas de milhares de pessoas a óbito. A transmissão da bactéria Vibrio cholerae acontece por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, sendo mais comum em países subdesenvolvidos.

Forte diarreia, enjoos e cólicas intensas são os sintomas mais comuns dessa doença que, até hoje, ainda não foi completamente eliminada. Surtos de cólera ainda aparecem, principalmente, em lugares mais pobres, como em regiões do nordeste brasileiro.

Gripe espanhola

Talvez a mais catastrófica das pandemias, até então, tenha sido a da gripe espanhola, em 1918. A doença foi responsável pela morte de até 50 milhões de pessoas em todo o planeta, incluindo o Brasil, com, pelo menos, 35 mil vítimas fatais.

Os sintomas da gripe espanhola se assemelham aos do novo coronavírus, como a dificuldade para respirar e a febre, no entanto, sua letalidade era muito maior — estima-se que a taxa de mortalidade da COVID-19 gire em torno de 2%.

Outro aspecto semelhante em relação às duas gripes aparece no comportamento social, em que parte da população parece não acreditar no poder dessas doenças, bem como na recusa da adoção de medidas de prevenção desses vírus.

Gripe suína (H1N1)

A mais recente de todas as pandemias é a gripe suína, em 2009. A primeira pandemia do século XXI veio por meio do vírus H1N1, surgido em porcos no México. Os sintomas se assemelham aos de uma gripe comum, como febre, tosse e dores no corpo.

De acordo com a OMS, mais de 200 mil pessoas faleceram em decorrência da doença que, em pouco tempo, se espalhou para todo o planeta. No entanto, o que impediu que a gripe suína ganhasse uma dimensão ainda maior foi a rápida criação de uma vacina.

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