Diz um ditado popular que sempre se pode pior alguma coisa. O setor portuário e logístico do Brasil está nessa situação. Vamos aos fatos. Quando a Secretaria Especial de Portos (SEP) foi criada, em 2007, havia mais expectativa do que a realidade alcançada na modelagem dos portos brasileiros. Principalmente no programa de dragagem como infraestrutura estratégica deste propósito, para promover o aumento da tonelagem dos navios, da escala de movimentação de cargas. da competitividade das nossas exportações e a redução dos custos portuários.

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Tomar agora a decisão de retroceder ao modelo anterior, apenas anexando a SEP ao Ministério dos Transportes (MT), acarreta consequências danosas de toda ordem. Ou melhor, pode ficar pior do que está: a SEP e o MT. Devido às suas múltiplas funções e ao seu profundo inter-relacionamento com as demais atividades econômicas, sociais e responsabilidade ambiental, a modelagem dos transportes deve ser atrelada ao comércio. O que os diversos setores da logística esperam é um processo de coordenação que se oponha à fragmentação do sistema de transporte e facilite soluções integradas. 

Ao incorporar as novas tecnologias, o sistema de transporte e movimentação de cargas no Brasil precisa reduzir as incertezas e estimular a flexibilidade. A começar por descentralizar e desmontar o aparelhamento político dos seus centros de decisão, como uma maneira adequada de envolver investidores e setores produtivos em uma rede de distribuição que irá melhorar a condição de vida dos brasileiros.

 

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website