Portogente traz, na edição desta quinta-feira (2/06), entrevista especial com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando José de Pádua Costa Fonseca. Ele faz um balanço dos portos nacionais e afirma que o fim da Secretaria de Portos (SEP) não atinge o órgão reguladora que passará a ser do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, criado, recentemente, pelo governo interino de Michel Temer.

Para ele, como o Brasil é essencialmente exportador de “commodities”, em especial, do minério de ferro e dos grãos agrícolas, a vinculação dessas movimentações de embarque para países asiáticos influencia sobremaneira a performance do setor, fazendo com que, mesmo em épocas de crise, ainda se observe crescimento razoável na quantidade de toneladas movimentadas em nossas instalações portuárias. "Assim, enquanto estes mercados se mantiverem nos níveis atuais de exportação, haverá crescimento nas movimentações de portos brasileiros com destinos àqueles mercados."

Ele argumenta, portanto: "Como os portos organizados são os grandes movimentadores de granéis agrícolas (Santos, Paranaguá, Rio Grande), levando-se em conta as projeções sempre crescentes do aumento da safra agrícola, espera-se que o crescimento deles seja ainda sustentado pela necessidade de escoamentos na exportação desses produtos, fazendo com que estas instalações portuárias tenham relativo crescimento quando comparadas com os TUP. Já estes, desde o quarto trimestre de 2015 apresentam queda na importação de combustíveis, fechando o primeiro trimestre de 2016 com redução de 5% neste produto. Destaca-se que o grupo de Combustíveis é o segundo de maior movimentação nestas instalações portuárias (TUPs)."

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