Após um ano de recordes, em que superou a Austrália como maior exportador mundial de carne bovina em valor, o setor frigorífico brasileiro trabalhará em 2007 para abrir os mercados da Coréia do Sul, Taiwan e Japão.O objetivo é acessar uma fatia de mercado que consome cortes de primeira linha e pagam por eles o dobro da Europa.

Mas mesmo em 2006 o Brasil avançou no preço médio de sua carne exportada. Pela primeira vez na história, o País superou a Austrália no valor das exportações. “Isso foi sustentado por um crescimento de 10% no volume embarcado e por um aumento no preço médio devido principalmente ao crescimento nas exportações de carne in natura refrigerada e embalada a vácuo”, pontua o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Marcus Vinícius Pratini de Moraes.

De janeiro a novembro, o Brasil exportou US$ 3,475 bilhões de dólares em carne bovina, enquanto a Austrália embarcou US$ 3,374 bilhões. No quesito volume, o Brasil já sustentava a liderança mundial com folga: no mesmo período foram exportadas 2,114 milhões de toneladas de carne brasileira, ante 1,338 milhões de toneladas da Austrália.

O diretor executivo da Abiec, Antonio Jorge Camardelli, explica que o preço médio da carne australiana é muito superior ao da brasileira justamente porque aquele país exporta para mercados de maior poder aquisitivo, onde as tarifas de importação são menores ou inexistentes, como o Japão. O Brasil, no entanto, não exporta carne in natura para esses mercados devido a barreiras sanitárias.

“Esperamos que em março todas as medidas pós-focos de febre aftosa estejam concluídas e aí possamos retomar as negociações para a abertura de novos mercados”, acredita Pratini. Os animais-sentinela que foram introduzidos na região do foco no Mato Grosso do Sul para comprovar o fim da doença foram vacinados contra a aftosa, o que acabou atrasando a conclusão do processo.

Apesar dos embargos sofridos pelo Brasil em virtude da aftosa, os frigoríficos remanejaram a produção de estados que não foram bloqueados para o mercado externo e estão exportando cada vez mais. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques incluindo miúdos atingiu 2,2 milhões de toneladas, 10,74% acima do mesmo período de 2005.

Já no valor, as exportações deram um salto de 27,27% no mesmo período, chegando a US$ 3,6 bilhões de dólares. “Devemos fechar 2006 totalizando US$ 4 bilhões”, prevê Pratini.

Fonte: DCI - Luiz Silveira- 12/12/06

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