Paulo Zirnberger de Castro* Country manager da Sovos

A nova economia, que ensaiava se formar sob uma lógica digital, ganhou projeção com a pandemia e se consolidou exigindo o avanço das operações para que fosse permitida a expansão dos negócios numa velocidade que não estávamos acostumados. A Covid mostrou que as empresas precisam ter agilidade nos processos e esta condição virou uma questão de sobrevivência.

É preciso ressignificar os conceitos de trabalho e isso vale também para os aspectos fiscais. A gestão tributária não pode ocorrer à moda antiga numa era digital, pois não é possível acompanhar o volume e as adequações usando soluções que não provêm velocidade para as mudanças, principalmente de setores que vêm crescendo e se adaptando neste novo modelo comercial imposto pelo Coronavírus, como os supermercados, as farmácias, o comércio eletrônico, a logística e tantos novos aplicativos criados nos últimos meses.

Se a modernidade na gestão empresarial requer agilidade, ela começa pela nuvem, onde as antigas amarras e longos projetos não existem como conhecemos. Esse mesmo requisito está na forma de gerenciar os tributos. Tudo está online e os processos fiscais precisam também ser rápidos para atenderem à complexidade do fisco, evitando riscos para as operações. Porém, essa transformação digital requer plataformas seguras e que estejam alinhadas aos Sistemas de Gestão de Segurança da Informação (SGSI) e aos padrões de mercado que direcionem boas práticas, como a ISO/IEC 27000 e as estruturas ITIL e Cobit. Corremos para o digital, então agora é hora de nos atentarmos à segurança dessas aplicações.

Quando olhamos o cenário tributário nacional, desde o surgimento da nota fiscal eletrônica (NF-e) em 2005 e, posteriormente, a criação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) em 2008, vemos que o Brasil digitalizou os documentos fiscais. Contudo, as constantes alterações exigem das empresas que sejam feitas atualizações diárias e, se este cenário já era comprometedor em tempos analógicos e manuais, agora então, nesta onda digital, a situação requer ainda mais atenção, velocidade e foco no diferencial do empreendimento.

Imagine só uma empresa que deseja entrar num marketplace, que concentra numa única plataforma várias lojas e produtos, como um shopping virtual. Se os processos dessa empresa não forem ágeis e a tributação ainda ocorrer de forma analógica, toda a cadeia será impactada. Logo, para estar numa plataforma de alto volume, é preciso ter uma solução fiscal que se adapte aos padrões requeridos. Somado a isso ainda temos as exigências das vendas à distância, que requerem um suporte para que a tributação do ICMS seja garantida e correta na origem e no destino, outra dificuldade fiscal que faz parte do nosso sistema tributário.

Assim, uma aplicação fiscal nativa na nuvem e alinhada às normas de segurança da informação, permite adequações e atualizações rápidas e de forma automatizada frente a qualquer mudança. E essa é a segurança tributária exigida na nova economia. Pensar que os reportes fiscais de obrigações acessórias para o SPED demorava de seis a oito meses para ser entregue com uma solução fiscal instalada e codificada dentro da empresa, ou seja, on-premise, enquanto que, com o recurso de uma solução em nuvem, é possível fazer isso em 30 dias, deixa claro que não há dúvidas sobre a necessidade de mudança.

A análise a ser feita neste momento é migrar para o digital ou perder a vez neste novo mercado transformado pela pandemia. Essa decisão precisa ser tomada agora, pois oportunidades surgiram com esta crise. E, como diz o ditado, enquanto uns choram, outros vendem lenços. De que lado deste cenário você quer estar?

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*Todo o conteúdo contido neste artigo é de responsabilidade de seu autor, não passa por filtros e não reflete necessariamente a posição editorial do Portogente.

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