As petroleiras mundiais não estão de olho apenas no petróleo brasileiro, mas também no setor de energia nacional. As empresas, que estão ávidas para encontrar no Brasil um novo mercado consumidor para as suas produções de gás natural, veem no leilão de energia A-6 a oportunidade perfeita para expandir seus negócios.

Com matérias-primas vindas do pré-sal ou de outros países, a partir da importação de GNL (Gás Natural Liquefeito), as empresas buscam ter mais controle sobre a produção de energia elétrica no Brasil.

plataforma petroleo

Além da Petrobrás, empresas como Equinor, Shell e BP entraram na disputa para a produção de energia, que deverá atender várias regiões do Brasil. Atualmente, GNA (BP/Siemens/Prumo Logística), Shell e Golar são as donas dos três maiores projetos privados para a geração de energia que já estão em construção no Brasil. Elas entraram na disputa para ampliar ainda mais seus complexos termoelétricos.

Devido a uma baixa demanda de energia entre as distribuidoras, poucas empresas foram contratadas no leilão – ao todo, foram cerca de 26 projetos de termelétricas a gás que estavam habilitados.

Leilão ocorreu no último dia 18

O investimento da São Martinho para a produção de energia elétrica com suas usinas termoelétricas deverá ser de R$ 320,5 milhões. Esse investimento em infraestrutura acontecerá já nos próximos anos, incluindo a aquisição de novos geradores, caldeira e todos os ajustes necessários para as instalações atuais. A operação está prevista para começar em abril de 2023.

Com esse volume vendido no leilão, especialistas da companhia acreditam que isso deverá significar um aumento de aproximadamente 20% na cogeração de energia.

Abertura do setor no país+

O Brasil tem se tornado um grande mercado para as empresas estrangeiras do setor. Depois da entrega do pré-sal às companhias estrangeiras, tornou-se ainda mais vantajosa para essas empresas investir na produção de outros tipos de energia no país, utilizando os produtos retirados do pré-sal.

A Shell, que participou com um projeto para a produção de 565 megawatts na termelétrica Marlim Azul, em Macaé, no Rio de Janeiro, foi a primeira investida da grande companhia de vender o produto do pré-sal no país. Recentemente, a Shell está no centro de um grande desastre ambiental, com indícios de que o óleo encontrado no litoral do Nordeste – responsável pela morte de uma grande biodiversidade – seria da companhia.

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