Planta do STM04, terminal para granéis líquidos em Santarém - Imagem: Antaq

O leilão de duas áreas para movimentação e armazenagem de granéis líquidos no Porto de Santarém, no Pará, acontece na quinta-feira (23), aquecido pela recente privatização de quatro aeroportos brasileiros para grupos internacionais, cujo resultado foi considerado extraordinário pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência Moreira Franco (PMDB). Embora o porto paraense seja modesto dentro do universo portuário do País, o leilão atrai muitos olhares e deve receber participação de empresas comandadas por grandes grupos corporativos.

Atualização - Os dois leilões foram vencidos pelo Consórcio Porto Santarém, formado pela Petróleo Sabbá e pela Petrobras Distribuidora. O grupo terá que desembolsar um valor total de outorga de R$ 68,2 milhões. O Consórcio arrematou o primeiro lote por R$ 18,2 milhões, após uma rodada de lances a viva-voz em que disputou com outros dois concorrentes. No caso do segundo terminal, o consórcio foi o único proponente, tendo oferecido R$ 50,005 milhões.

Porto de Santarém

Para não Bu(n)gar - O próximo leilão de áreas portuárias será realizado no dia 20 de abril. A disputa será pelo arrendamento de um terminal para movimentação e armazenagem de granéis sólidos de origem vegetal, especialmente de trigo, localizado no Porto do Rio de Janeiro. Os investimentos previstos são de R$ 93.113.356,00 e o objetivo é dotar o Porto de condições para receber e armazenar trigo importado A Bunge, uma das gigantes do setor do agronegócio no Brasil, iniciou as operações de seu moderno Moinho Fluminense, localizado em Duque de Caixas, em outubro do último ano, substituindo o antigo equipamento que foi desativado para a implantação do Porto Maravilha. As atividades desse Moinho é uma das alegações para a necessidade de modernização da área. O valor global estimado do contrato é de R$ 515.797.013,85. A concorrência, entretanto, será realizada na sede da Antaq, em Brasília.

 

Pacificando as operações - Acontece no próximo dia 2 de abril a inauguração oficial do novo terminal de contêineres do Porto de Lázaro Cardenas, no México. As atividades, no entanto, já estão a todo vapor. O navio Maersk Salalah foi o primeiro a atracar na nova estrutura, conforme mostra a foto abaixo, no início deste mês de março. O empreendimento será operado pela APM Terminals, terá 750 metros de comprimento e poderá operar até 1 milhão e 200 mil TEUs por ano. O porto mexicano escoa cargas de importação e exportação e suas principais rotas têm ligação com Colômbia, Peru e Chile, com navegação pelo Oceano Pacífico. A Autoridade Portuária local aponta a localização próxima a zona econômica mais importante do México e a conexão com terminais intermodais como as principais vantagens competitivas de Lázaro Cardenas.

lazaro_apmterminals

Lisboa moderna - Capital de Portugal, Lisboa deve receber um novo terminal de cruzeiros até maio deste ano. Ele está sendo instalado na região de Santa Apolónia e garantirá que a cidade receba os maiores navios de passageiros do mundo. A ministra do mar, Ana Paula Vitorino, destaca o potencial de crescimento do turismo no País e calcula que há potencial para receber 60% mais turistas de cruzeiros marítimos nos próximos 10 anos. Criticada por não priorizar a movimentação de contêineres, ela alega haver espaço para as duas atividades. Um novo terminal de contêineres há muito tempo é debatido por políticos e empresários da Área Metropolitana de Lisboa. Veja abaixo entrevista da ministra à rede portuguesa RTP. 

 

Mais um bode na sala - Declaração da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), destacada liderança do agronegócio brasileiro, estremeceu Brasília e colocou em péssimos lençóis o atual ministro da Justiça Osmar Serraglio. Ela disse na tribuna do Senado que dois deputados do PMDB (Serraglio e Sérgio Souza) a pressionaram para não demitir o então superintendente regional do Ministérioda Agricultura no estado do Paraná, Daniel Gonçalves Filho, um dos principais investigados da Operação Carne Fraca. A tentativa de demissão aconteceu pelo envolvimento de Daniel em um suposto roubo de combustível, denunciado pela Corregedoria do Ministério, pasta que ela comandava na época. Serraglio e Souza enviaram notas à imprensa negando terem exercido pressão em Kátia Abreu. 

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