Algumas das principais empresas de transporte e logística chegam à Intermodal South America, que tem início nesta terça-feira (04), em São Paulo, com um discurso claro para passar ao mercado corporativo. A feira, a principal do setor na América Latina, é tradicionalmente um palco de lançamento de serviços e tecnologias, absorvendo tendências internacionais e atendendo ao apelo por maior competitividade de seus atuais e potenciais clientes.

A DHL Global Forwarding, por exemplo, utilizará o evento para lançar ao mercado brasileiro o serviço de transporte via balsas oceânicas, modalidade especialmente indicada para cargas ultrapesadas (acima de 40 toneladas). Inicialmente, a companhia oferece uma rota fixa entre os portos do Rio de Janeiro e de Vitória (ES), mas o serviço pode ser aplicado a outras rotas por meio de projeto, conforme a demanda do cliente. Equipamentos como pás e torres de energia eólica, geradores de energia, bobinas e grandes carretéis são exemplos de itens com grande potencial de transporte via balsas. "A balsa, mais comum no transporte de passageiros no Brasil, ainda é pouco utilizada no transporte de carga, mas é uma alternativa interessante frente às condições do mercado logístico brasileiro, caracterizado por grandes distâncias, geografia variada e infraestrutura rodoviária insuficiente", observa o diretor de Projetos Industriais da DHL Global Forwarding, Claudio Ramos.

dhl ferries

Por sua vez, a empresa de navegação Hamburg Süd irá apresentar ao mercado a tecnologia XtendFRESH, voltada para o envio de frutas, legumes e vegetais ao exterior. Por meio do controle da atmosfera dentro de um contêiner de carga refrigerada (reefer), a técnica tira proveito da respiração das frutas e permite que o produto entre no estado de “hibernação”, chegando ao destino exatamente com a mesma qualidade que deixou o Brasil. A empresa garante que a aplicação da tecnologia proporciona pelo menos duas semanas do produto em bom estado de conservação nas prateleiras internacionais. “Para que o resultado atenda às expectativas do cliente, não basta controlar a temperatura do contêiner, mas também os níveis de oxigênio, nitrogênio e gás carbônico, garantindo que as frutas não amadureçam antes da hora ou cheguem verdes aos países europeus”, explica Rodrigo Gomes, Reefer Sales Manager da Hamburg Süd.

ambient air

O ministro-presidente de Flandres (Região Norte da Bélgica), Geert Bourgeois, participa da abertura da Intermodal, ao lado de autoridades e empresários do setor. Os interesses econômicos de Flandres no Brasil são grandes. A região é a mais importante importadora europeia de sucos de frutas do Brasil, além de se posicionar como o porto de entrada de outros produtos nacionais. Em seu Twitter, o ministro tem apresentado esforços em se aproximar de economias emergentes como Brasil e Índia e até de mercados periféricos como o Peru. Ele retribui a visita à Bélgica feita pelo ministro brasileiro da Agricultura, Blairo Maggi. Na ocasião, Maggi detectou que os belgas têm interesse em exportar batatas e peras para o Brasil. "Vivo num ambiente muito competitivo e entendo que o mesmo contêiner que leva batata traz o frango. E o que leva a pera tem que trazer outra coisa".

Apresentar o Porto de Suape (PE) como um dos melhores portos públicos do País, com vocação para ser um hub nas regiões Norte e Nordeste, é a meta dos executivos e representantes governamentais do complexo portuário que comparecerão ao evento. Outro trunfo de Suape é a aguardada licitação do segundo Terminal de Contêineres do Porto, empreendimento que permitirá expandir a capacidade de movimentação de 700 mil para 1,7 milhão de TEUs. "Queremos ouvir também todos os atores envolvidos para identificar a possibilidade de criação de novas linhas regulares que passem por Suape", comentou Marcos Baptista, presidente do Complexo.

Serviços de valor agregado como a importação de flores e de medicamentos de combate ao vírus HIV, com origem na Holanda, são trunfos da Panalpina Brasil para convencer o mercado de sua competência como operadora logística. As atividades SKD (Semi Knocked Down), realizadas na unidade de Sorocaba (SP), atendem a empresas de telecomunicações em operação que envolve armazenagem, montagem de kits e gabinetes, atualização de softwares e a distribuição para o cliente final. O presidente Marcelo Caio D’Arco lembra que a experiência brasileira serviu de modelo para a implantação do mesmo serviço nas unidades de Dubai e do Panamá. A empresa também utilizará a feira para celebrar 40 anos de operações no Brasil.

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