A notícia de que a francesa CMA CGM quer comprar a Libra Terminais, publicada, recentemente, pelo semanário Veja. Tal provável compra da empresa da família Borges Torrealba reforça a suspeita levantada pelo Portogente sobre essa possibilidade nada republicana. Conversa ouvida em uma mesa do Gavea Country Club, do Rio de Janeiro, há 15 dias, versava sobre Gonçalo Torrealba estar levando 22 cavalos para um rancho no Texas, Estados Unidos.

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Libra silenciosa

Por mais que se duvide, não é um caso inédito em porto. Especuladores com área portuária costumam mudar para Miami (EUA), levando a fortuna lesada da viúva para depositar em bancos estadunidenses. O golpe de mestre da Libra é um calote de R$ 2,5 bilhões, por um arrendamento de área junto ao cais, pelo qual não pagou um centavode real até hoje. As contratações para a junta arbitral da dívida tem feito a alegria de alguns escritórios de advocacia.

O capítulo principal dessa novela nebulosa aconteceu em 2011, quando a diretoria da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), sob a responsabilidade do diretor Administrativo e Financeiro Alencar Severino Costa, acabou extinguido as ações judiciais já ganhas na Justiça Federal. Ou seja, optou por não dar continuidade aos processos, abdicando de uma confortável posição conseguida por competente corpo jurídico da empresa. Até agora se desconhece alguma ação do Ministério Público para apurar essa situação.

E para espoliar ainda mais os cofres públicos, isso acabou por obrigar a Codesp a contratar serviços de terceiros para provar aquilo que já tinha sido analisado e decidido no âmbito da Justiça Federal. À época foram torrados R$ 5.800.000,00. Tudo isso consta da ata da 1.844ª Reunião Ordinária da Diretoria Executiva da Codesp. O que teria sido ao menos razoável constituir os advogados da empresa que lograram sucesso juntamente com técnicos de carreira para provar a razão da Codesp.

Essa impudente situação da Libra no Porto de Santos se arrasta por anos a fio. A venda do terminal só será possível quando a situação da dívida estiver solucionada, e apurado o seu valor real. Talvez os Torrealba jamais pensaram em perder essa batalha. Mas, vista com lente da realidade, o que se percebe é que eles não passarão, nem a cavalo.

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