Se concretizada a hipótese aventada pelo Valor Econômico, na edição desta quarta-feira (29), de que a Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) tornou-se um balcão de negociação política, logicamente ligado aos interesses de poderosos que nem sempre estão alinhados aos interesses do País, fica mais uma vez evidente que o projeto das agências reguladoras acrescentou brasas sobre a fogueira que alimenta o Custo Brasil.

Para quem acompanha a atuação dessas agências, percebe claramente que elas desempenham um papel que nada tem contribuído para o melhoramento dos serviços de interesse público que foram privatizados. No caso da Antaq, é um absurdo uma agência para fiscalizar uma Autoridade Portuária, a quem cabe fiscalizar as concessões portuárias. Fica evidenciado o papel cartorial atrelado a políticos de proa, como José Sarney, que indicou o seu afilhado político Fernando Fialho que deixa a agência, e sem sombra de dúvida vai indicar o seu próximo ocupante.

Perde mais uma vez o Brasil. Por que existir uma Antaq e uma Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por exemplo? Aliás, a separação Antaq e ANTT é contrária aos princípios de uma logística integrada, como é o caso da intermodalidade.

O mundo sabe que essa divisão (Antaq e ANTT) se deu para acomodar interesses políticos pessoais, ou melhor, interesses pessoais de políticos. Como foi o caso da acomodação do filho do então ministro mineiro Eliseu Resende. Por que não mudar? Afinal, um mal não precisa durar para sempre.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

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