O diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Marcelo Buz, gentilmente concedeu entrevista ao Portogente falando sobre como as empresas estão se estruturando para continuar suas atividades econômicas e serviços em tempos de pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19) a partir do que oferece a área tecnológica.

Futuro agoraO futuro é agora, diz Marcelo Buz, presidente do ITI. Imagem do Freepik.

Buz, que também é secretário-executivo do Comitê Gestor da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (CG ICP-Brasil) e membro dos Comitês Interministerial para a Transformação Digital (CITDigital) e Central de Governança de Dados, diz que a pandemia está antecipando a criação e implementação previstas para a área de tecnologia. “O futuro é agora", garante.

Portogente – Neste cenário de grande excepcionalidade, vimos emergir com relevância o "mundo digital" para manter conexões sociais e atividades econômicas. É uma mudança que vem para criar novas tecnologias da informação e procedimentos empresariais e sociais?
290 Marcelo Buz por Daiane MendesMarcelo Buz* – Nenhuma das previsões para a área de tecnologia publicadas no final do ano passado por especialistas em todo o mundo poderia calcular o que estaria por vir em 2020 diante de uma pandemia.

Tudo o que seria implementado ou criado em alguns anos ou até na próxima década foi antecipado. O futuro é agora. E ele chegou de maneira extraordinária.
Mas, na verdade, algumas mudanças e soluções tecnológicas chegam para chancelar as tecnologias da informação já existentes no âmbito empresarial, social e na área pública.

A Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), por exemplo, já existe há 18 anos e vinha se desenvolvendo acompanhando a tecnologia e as práticas comerciais e sociais. Mas, diante do atual cenário, algumas decisões foram tomadas no sentido de acelerar o uso do certificado digital em processos, de modernizar a emissão e as metodologias de homologação e auditoria.

Agora, as pessoas, as empresas e o governo passam a ter uma necessidade maior de realizar negociações, transações e prestar serviços online.

Desta forma, fica cada vez mais evidente a importância de se ter um sistema testado, maduro, pronto, interoperável e que garanta presunção legal de veracidade às transações e assinaturas no mundo digital. É o caso da certificação digital ICP-Brasil.

Quais as TIs já disponíveis que podem assessorar as atividades econômicas?
Hoje, são inúmeras as tecnologias disponíveis para incrementar a gestão de empresas. Algumas delas, no entanto, ainda poderiam utilizar a certificação digital. Posso citar a importância das ferramentas de gestão de conteúdo corporativo, que garantem os fluxos do processo, otimizam a produção de dados e garantem eficiência e rapidez nas grandes empresas.

No portal criado pelo ITI, o AquitemCD, há uma oferta enorme de serviços públicos que estão à disposição de grandes e pequenos empresários para dinamizar suas atividades, seja para o pagamento de tributos ou na facilitação, por exemplo, de expedição de alvarás, documentação para exportação ou autorização de exploração de recursos naturais, ou até no registro de marcas.

O instituto está acompanhando o quanto de atividades econômicas e sociais estão se transferindo, na medida do possível, para as TIs?
O ITI integra esse segmento tecnológico e tem como missão manter e executar as políticas da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil. Ao ITI compete ainda ser a primeira autoridade da cadeia de certificação digital, sendo a Autoridade Certificadora Raiz. Atua em uma área específica de complexidade técnica, que é a certificação digital.

Nós acompanhamos, sim, as tendências e o desenvolvimento das tecnologias e dos novos sistemas e contribuímos no âmbito do Governo Federal justamente com essas soluções ligadas à segurança e ao acesso a sistemas com certificado digital.

Atuamos no sentido de prover segurança de informação quando o advogado, o médico, o servidor público ou o contador faz uso do certificado digital para acessar sistemas públicos ou privados para tramitar processos, assinar contratos ou qualquer tipo de documento que tenha a necessidade de trâmite de maneira virtual com segurança.

* Crédito da foto de Marcelo Buz é de Daiane Mendes.

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