O Estreito de Malacca localiza-se entre a Malásia e a ilha indonésia de Sumatra. É nomeado desta forma por conta do Sultanato de Malaca, que governou o arquipélago entre 1400 e 1511. A Organização Hidrográfica Internacional define os limites do estreito de Malaca como limitado ao leste pela linha que une Pedropunt, o ponto mais setentrional de Sumatra e Lem Voalan, a extremidade sul da ilha de Phuket, na Tailândia; no centro, pela linha que une Tanjong Piai, na extremidade sul da Península Malaia, e Klein Karimoen; ao Norte. pela costa sudoeste da Península Malaia e ao sul, pela costa nordeste da ilha de Sumatra.

Imagem: Wikipedia Commons

Imagem de satélite do estreito, no centro da imagem, em azul claro

Importância econômica

Dos pontos de vista econômico e estratégico, o Estreito de Malacca faz parte de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. O estreito é o principal canal de navegação entre o Oceano Índico e o Oceano Pacífico que liga as principais economias asiáticas, como Índia, China, Japão e Coréia do Sul. Mais de 50.000 viagens passam pelo estreito por ano, transportando cerca de um quarto dos bens comercializados no mundo, incluindo petróleo, manufaturados chineses, entre outros. 
Cerca de um quarto de todo o petróleo transportado por mar passa por Malacca, principalmente a partir do Golfo Pérsico para os mercados de China e Cingapura.
O tamanho máximo de um navio que pode fazer a passagem através do estreito é referido como Malaccamax. O estreito não é profundo o suficiente, com 25 metros, para permitir que alguns dos maiores navios (principalmente petroleiros) possam utilizá-lo em plenas condições de carregamento máximo. Um navio que excede o padrão Malaccamax normalmente usará o Estreito de Lombok, vizinho de Malacca.

No ponto conhecido como canal Phillips, perto do sul de Cingapura, o Estreito de Malaca restringe seu tamanho natural a 2,8 km de largura, criando um dos pontos de estrangulamento de tráfego mais consideráveis do planeta.

Problemas com pirataria e risco de acidentes

A pirataria tem sido um problema no estreito na última década, com vários ataques, principalemte em sua entrada ao leste. As marinhas regionais, principalmente a malaia, intensificaram sua patrulhas da área a partir de Julho de 2004. Posteriormente, os ataques a navios no Estreito de Malaca caíram, para cerca de 80 em 2005 e 50 em 2006, até redução quase a zero nos últimos anos. 

Uma curiosidade sobre as particlaridades do estreio é que nele ocorreram cerca de 34 naufrágios, alguns que datam da década do século XIX. Tais embarcações afundadas representam riscos de colisões para navios comerciais, principalmente na área de evolução na entrada da zona de profundidade mínima de 25 metros. Uma rota que passa pelo estreito de Malacca, geralmente, tem sua velocidade reduzida nestas áreas, principalmente pelo fato de navios até mesmo maiores do que 350 metros de extensão utilizarem a passagem.

Por fim, as constantes quimadas nas florestas tropicais de Sumatra causam risco iminente à navegação no local não pela presença do fogo em si, mas pela fumaça transportada pelas correntes de ar que, ao adentrarem o estreito, reduzem significantemente a visibilidade e comprometem a segurança operacional de um navio. Capitães já relataram que, em condições extremas, passaram através de nuvens de fumaça que causaram tamanha perda de visilibidade à frente do navio que a navegação foi feita apenas por instrumentos, uma vez que só seria possível a visualização de 500 metros ao horizonte. 

 

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