É preciso buscar ajuda especializada para auxiliar seu amiguinho de quatro patas.

Assim como acontece com os humanos, os cães também têm personalidade e até dias de bom ou mau-humor. Existem pets que são tímidos, outros que são mais agitados, assim como há cães carinhosos e aqueles mais rabugentos.

O que acontece é que, às vezes, o seu amiguinho de quatro patas reage superbem quando está na companhia de pessoas em quem confia, que já fazem parte do dia a dia do cachorro, mas se comporta mal quando encontra alguém diferente.

Latidos insistentes, pulos descontrolados e até sinais de agressividade podem ser demonstrações de comportamento antissocial por parte do cãozinho. Antes de brigar com o pet, é preciso entender os motivos que levam a essa postura.

Talvez, a agressividade seja a forma que o animal encontrou para lidar com algo que aconteceu com ele antes de ir viver na sua casa, por exemplo, ou que tenha ocorrido nos dias anteriores à mudança de comportamento.

Atacar para proteger

Segundo especialistas em comportamento animal, a agressividade pode ser uma resposta ao medo. Leonardo Braga, adestrador e franqueado do Cão Cidadão, conta que o cachorro medroso dá sinais corporais dos quais nem sempre entendemos.

“No momento em que ele rosna, nos afastamos e acabamos recompensando esse comportamento e, assim, o cachorro entende que ser agressivo é a melhor forma que ele tem para conseguir o que quer”, diz Leonardo em texto do site da instituição.

Cães que foram maltratados no passado também entendem que atacar é a melhor forma de se proteger e, caso se sintam ameaçados, vão agir com agressividade. É preciso fazer o pet se sentir seguro e confiante para mudar essa situação.

Constranger a visita

Alguma vez na vida, todo mundo já passou por essa situação: foi até a casa de alguém, e o cachorro tentou pular na roupa, amassando ou sujando a vestimenta, ou até copulando a sua perna.

A situação, bastante embaraçosa para quem está presenciando, também é indicativa de pouco traquejo social por parte do cãozinho, que entende que a visita nem sempre é bem-vinda na sua matilha.

Alguns cachorros ainda podem se esconder dos visitantes para mostrar o seu descontentamento com a presença de alguém estranho no ambiente e até por ciúme da atenção que a pessoa está recebendo de seus tutores.

Adestrar é preciso

O trabalho de adestramento pode ser a resposta para lidar com o mau comportamento do animal de estimação. Engana-se quem pensa que apenas o pet precisa ser treinado: os tutores também devem aprender a lidar com a situação e a impor limites.

Muitas vezes, o tutor não sabe como agir diante da má postura do cachorro, podendo até colocar o pet e as outras pessoas em risco. Há cães que não gostam da presença de outros cachorros e podem tentar atacar os pets durante passeios, por exemplo.

Um cão que se sente intimidado e estressado diante de crianças também pode acabar sendo perigoso para a turminha. Não dá para prever que um animal que é dócil no dia a dia não vá atacar a criança caso se sinta acuado.

O adestramento serve para que o tutor também aprenda a dizer não ao seu cachorro, mostrando que é ele quem manda. A relação não é prejudicada pela educação do animal, ao contrário: lhe dá segurança para entender que pode confiar nos seus tutores.

Quanto mais cedo começar o trabalho de adestramento, melhor é para o pet e o tutor. Se não for possível iniciá-lo ainda filhote, não significa que o resultado será inferior. Paciência e carinho também são essenciais para melhorar a postura do cão.

Também é errado afirmar que algumas raças são mais agressivas e antissociais do que outras. Esse tipo de comportamento pode surgir em todas as espécies, idades e gêneros, sendo preciso entender o que motivou a mudança para ajudar o cão.

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*Todo o conteúdo contido neste artigo é de responsabilidade de seu autor, não passa por filtros e não reflete necessariamente a posição editorial do Portogente.

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