A população de pombos na Baixada Santista será tema de encontro realizado pela Prefeitura de Guarujá, que acontece na sexta-feira (29), no auditório da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (Afpesp), que fica na Avenida General Rondon, 643 – Astúrias. O ápice do encontro será uma palestra do médico veterinário e professor universitário, Eduardo Filetti, que há 20 anos desenvolve um acompanhamento da população de pombos na região com pesquisadores da Universidade Santa Cecília. O evento ocorrerá das 14 às 17 horas e terá a presença do prefeito de Guarujá, Válter Suman, além de convidados. A iniciativa é da Secretaria de Saúde, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente. Filetti abordará a questão do manejo dos pombos e as doenças que esses animais causam, entre outros aspectos.

Pombos

O presidente da empresa Loremi (de saneamento ambiental), Maurício Loremi, também participará do encontro. Em sua palestra, o químico falará sobre as barreiras e a forma de manter estas aves afastadas do convívio humano destacando os principais hábitos da espécie.

O encontro é voltado aos agentes do controle de endemias, comunitários de saúde (ACS), sendo dois representantes de cada unidade básica (UBS) e de saúde da família (Usafa), além das equipes de vigilância epidemiológica, sanitária e de zoonoses.

Estratégia
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Marco Antônio da Conceição, o objetivo do encontro é discutir o manejo de pombos e a sua proliferação e como minimizar os problemas gerados. "Juntos, queremos de alguma forma, traçar um plano para que essas aves não se multipliquem ainda mais. Nossa equipe de combate à dengue, por exemplo, já iniciou trabalho de orientação com ambulantes e quiosqueiros sobre alimentação para pombos", conta ele sobre a ideia de torná-los parceiros e multiplicadores de informação. "Contamos com eles nesta ação, pois eles também sofrem com isso", ressaltou.

A preocupação da Prefeitura de Guarujá acerca da importância em debater o assunto ocorre devido às duas mortes registradas neste ano na Baixada Santista, por criptococose.

A doença, conhecida como doença do pombo, é infecciosa e causada pela aspiração do fungo Cryptococcus, presente nas fezes de aves, principalmente pombos.

Geralmente, os pombos fazem seus ninhos em telhados, forros, caixas de ar condicionado, torres de igrejas e marquises.

Alimentar esses animais faz com que eles se viciem e retornem sempre onde foram alimentados. Além disso, a disponibilidade de comida faz com que a fêmea fique mais disposta a procriar.

A sua proliferação é hoje um problema de saúde pública, pois gera várias doenças graves podendo deixar sequelas e até levar à morte.

Além disso, a Prefeitura mantém fiscalizações e vistorias pós-reclamações de munícipes nos bairros da Cidade, conforme cronograma semanal. A Unidade de Vigilância em Zoonoses fica na Avenida Adriano Dias dos Santos, 303, no Jardim Boa Esperança. O horário de funcionamento é das 8 às 17 horas. Telefone: 3355-6300.

Doenças causadas pelos pombos: Criptococose, Histoplasmose, Salmonelose, Ornitose, Dermatites e Alergias.

Cuidados com os pombos: Nunca alimentá-los (proibido por lei municipal desde 2018 no Guarujá); Umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las; Utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes; Vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros; Colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado; Não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos; Utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem; Retirar ninhos e ovos; Acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados.

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