Dia Mundial do Meio Ambiente acontece em 5 de junho e levanta o debate para o papel da nossa geração em restaurar os ecossistemas

O tema deste ano do Dia Mundial do Meio Ambiente, data criada pela ONU, é a restauração dos ecossistemas. No Brasil, segundo o Inpe, 80% do desmatamento da Amazônia é causado pela agropecuária e em plena crise do COVID-19, os alertas de desmatamento na região aumentaram 63,75%.

Vegetaranismo

Além de causar um enorme impacto na biodiversidade dos biomas, o desmatamento e a agropecuária são responsáveis pela degradação do solo, da água e do ar com a emissão de gases do efeito estufa e uso de produtos químicos que contaminam todo o sistema natural.

Com o lema “Prevenir, deter e reverter a degradação”, a ONU faz um chamado para que todos se envolvam no processo de restauração dos ecossistemas mostrando como as ações de consumo e escolhas de cada indivíduo impactam a qualidade de vida dos humanos e da biodiversidade.

O que fazer?
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) divulgou que estamos perdendo espécies a uma taxa 1.000 vezes maior do que em qualquer outro momento da história humana. Cerca de um milhão de espécies enfrentam a extinção.

E como isso poderia ser mudado? A ONU aponta que a restauração dos ecossistemas poderia se dar de diversas maneiras: plantio de mais árvores, planejamento de cidades mais verdes, limpeza dos rios e mudança nas dietas, por exemplo.

O veganismo como política social, ambiental e alimentar
A epidemióloga e doutora em Zoologia pela Universidade de Oxford, Dra Cynthia Schuck, esclareceu recentemente em algumas lives sobre a relação do consumo de carne animal com o surgimento das epidemias. Segundo ela, se o modelo de produção e consumo continuarem dessa maneira, muito provavelmente ainda enfrentaremos outras epidemias como essa que estamos vivendo.

Para a epidemióloga as regras de biossegurança não são totalmente seguras e basta um pequeno deslize para que um vírus ou uma bactéria se espalhe entre os animais que são criados em espaços restritos, com alto uso de antibióticos e em estresse constante. A contaminação de humanos e o início de uma grave crise sanitária é um risco constante.

Adotar o veganismo é uma das formas mais eficazes para evitar novas epidemias e pandemias, segundo a especialista.

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