Portogente – Nome?
Abinael –
Abinael Morais Leal

Portogente – Idade?
Abinael –
52 anos

Portogente – Naturalidade?
Abinael –
Nazaré, Bahia

Portogente – Profissão?
Abinael –
Jornalista e ex-portuário

Portogente – Atividade Profissional?
Abinael –
Jornalista autônomo

O senhor é vereador em qual município do estado da Bahia?
Abinael –  Nazaré.

Portogente – Durante quanto tempo foi portuário?
Abinael –  Fui funcionário da Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), de maio/1983 a outubro/1990. Como funcionário daquela estatal, atuei em vários setores: divisão de Acompanhamento Operacional, Comunicação Social e Operações Portuárias onde adquirir abrangente experiência na área portuária. Neste âmbito fui tão participante, que meus colegas criaram uma máxima: “Quem não conhece Abinael não conhece a Companhia das Docas do Estado da Bahia”. Não obstante, fui vítima do PDV – Plano de Demissão Voluntária, instituído no desastroso “Governo Collor”. Logo após assinar o pedido de demissão, acordei. Já era tarde! Ex-portuário. A dor e o sofrimento foram meus companheiros inseparáveis. Mendiguei para voltar às atividades portuárias, mas em vão. Tarde demais!

Portogente – Presta serviços para qual empresa?
Abinael –
No momento não estou prestando serviços a nenhuma empresa. Tenho procurado voltar ao ramo portuário, mas o mercado de trabalho está me jogando de escanteio. Enquanto isso, me dedico às atividades parlamentares, embora a lide parlamentar seja uma das maiores decepções da minha vida. O grande filósofo Maquiavel disse-nos sabiamente que “para conhecer a natureza dos povos é mister ser príncipe, e para conhecer a dos príncipes, é mister ser povo”. Já o saudoso célebre nazareno Anísio Melhor, numa das suas crônicas, revelou-nos que “a política é a carreira mais valiosa e mais nojenta. Para ser político é necessário o sujeito ter a alma fechada a tudo”. Não ouvi o conselho do ilustre conterrâneo e estilhaçaram a minha auto-estima. Na política aprendi que “não se deve receber um favor da mão do orgulhoso; nada dever ao egoísta e ao avarento; a vaidade do orgulho nos exporá à vergonha; a avidez do avarento jamais será satisfeita”. Um outro filósofo já nos chamava a atenção com relação ao meio político: “Meus amigos, não há amigos!”.

Portogente – Estado Civil?
Abinael –
Casado há 30 anos com senhora Maria Judite Paixão Leal.

Portogente – Filhos?
Abinael –
Três. Adriano, Sandro e Jorge Luiz Paixão Leal.

Portogente – Time preferido de futebol?
Abinael –
Na Bahia, Esporte Clube Vitória. Em São Paulo, sou torcedor do SANTOS e no Rio de Janeiro, Flamengo!

Portogente – Esporte preferido?
Abinael –
Futebol.

Portogente – O que gosta de fazer nas horas de folga?
Abinael –
Leitura, pesquisa literária e como ninguém é de ferro, ouvir umas melodias tomando uma cervejinha bem gelada.

Portogente – Livro preferido?
Abinael –
A Bíblia, o maior livro do mundo. Um dos versículos mais importantes: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” – Cap. 18 – V. 7 – São Mateus.

Portogente – Filme?
Abinael –
Um Estranho no Ninho. 

Portogente – Gênero musical?
Abinael –
Clássico.

Portogente – Um lema?
Abinael –
“Quem não é contra mim é por mim”, de Jesus Cristo. 

Portogente – Uma frase marcante?
Abinael –
“Ninguém pode tudo e, sobretudo, ninguém pode sempre”, do Estadista baiano Otávio Mangabeira.

Portogente – Personalidade que tem como exemplo para a sociedade?
Abinael –
O cantor e compositor Roberto Carlos.

Portogente – Hobby?
Abinael –
Livros.

Portogente – Realiza ou apóia algum trabalho voluntário?
Abinael –
Sim. Apoio a Associação Beneficente Luz & Vida, dedicada à educação de crianças carentes. Trata-se de uma Instituição que necessita muito de apoio das ONG’S. Fundações, etc. Contato: 71-461-4667- Profa. Dilce.

Portogente – Como escritor, o senhor contribuiu para o ramo portuário com as publicações do Glossário de Termos Marítimos e Portuários, Dicionário de Termos Náuticos e do Manual de Termos do Comércio Internacional e Transportes Marítimos (Inglês e Português) que é de grande valia para marítimos, portuários e leigos. O senhor tem outros títulos voltados para o porto?
Abinael – Claro. O meu sonho é concluir a ENCICLOPÉDIA DE TERMOS NÁUTICOS, MARÍTIMOS E PORTUÁRIOS, um trabalho sério que na minha opinião muito iria contribuir para o ramo contemplado. Entretanto, por falta de apoio do Poder Público, empresários, etc... ainda não pude fazer com que este sonho se torne uma realidade. Dentro do contexto cultural do nosso País, estou achando bem difícil, sem nenhum laivo de pessimismo! Observe que nunca fui reconhecido pelas autoridades culturais da Bahia, muito menos do Brasil. Se eu fosse um “filhinho de papai” ou de um político influente já tinha aparecido um patrocinador para as minhas obras. Mesmo diante de tantos livros publicados e outros a publicar sem o devido reconhecimento, sou um sonhador que vive só rabiscando e já me considerando um “mero futucador de desimportâncias”.

Para ver os livros publicados de Abinael Leal, clique aqui.

Portogente - Pretende escrever outras obras dentro dessa área?
Abinael -
Sim. Além da Enciclopédia já citada anteriormente, tenho vontade de escrever o livro: “GÍRIAS DA BEIRA DO CAIS”. Trata-se do linguajar do dia-a-dia do portuário em plena labuta cotidiana, além de outras obras de diferentes linhas temáticas, todas em fase final de elaboração, tais como: MANUAL DE TERMOS POLÍTICO-PARLAMENTARES – DICIONÁRIO LINGUAGEM MARGINAL – O BÉ-Á-BÁ DO TORCEDOR – Noções Preliminares do Futebol, COMPÊNDIO DE MARKETING E PROPAGANDA, COMPÊNDIO DE RÁDIO & TV – Manual do profissional, Compêndio de Termos Técnicos de TURISMO & HOTELARIA, além de outras obras...

Portogente – Sendo vereador e ex-portuário, na sua visão, como o poder público e o porto podem contribuir para o desenvolvimento do município?
Abinael -
Como vereador acho que o poder público deixa muito a desejar para implementar mecanismo de desenvolvimento portuário. Todos os Portos deveriam ser tratados com muita abnegação e carinho por parte dos governantes, mas eles são insensíveis e contribuem perversamente para o sucateamento de um segmento que gera riqueza para o País. O Porto é a mola mestra do desenvolvimento de um País desenvolvido e o portuário é o fiel da balança desse desenvolvimento.  

Portogente – A proposta das parcerias público-privadas, do Governo Federal, para a viabilização de empreendimentos fundamentais ao desenvolvimento e melhorias no complexo portuário das cidades pode realmente sair do papel?
Abinael - Como já disse, se depender só do Poder Público nada vai sair do papel. Esta novela começou desde a ABERTURA DOS PORTOS ÀS NAÇÕES AMIGAS e até hoje não concluiu seus capítulos. Eu ainda faço uma “fezinha” na união dos empresários, exportadores e importadores, caso venham obter o apoio do Governo Federal se isso vier a acontecer. Aliás, a salvação de qualquer País subdesenvolvido são os Portos tão esquecidos e maltratados!

Portogente – Como poeta, de que forma o senhor vê a realização de eventos culturais que enalteçam os portos brasileiros? Estamos promovendo o Concurso Nacional de Poesia Porto-Cidade. Aliás, inscreva também o seu poema e faça parte dessa galeria de talentos que queremos valorizar. (Matéria realizada na 1a quinzena de maio). 
Abinael - Excelente a idéia da realização de eventos culturais que enaltecem os portos brasileiros. O Concurso Nacional de Poesia Porto-Cidade é digno de elogios e merece o apoio e a efetiva participação de todos. O Porto é o jardim de todas as inspirações e o palco de todas as poesias. Agradeço o convite e sinto-me honrado em fazer parte dessa galeria de talentos que a equipe do Portogente quer valorizar. Parabéns!

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