O engenheiro Fábio Krieger, diretor técnico da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), falou ao Portogente sobre os investimentos em saneamento em Florianópolis (Santa Catarina), considerada uma das capitais mais belas do Brasil, que recebe milhares de turistas, mas que está com 59,38% das praias impróprias para banho.

* Florianópolis tem 59,38% das praias impróprias para banho

Portogente - Em que medida a balneabilidade das praias do estado de Santa Catarina, em especial de Florianópolis, são afetadas pela insuficiência no tratamento de esgoto?
Fábio Krieger
- A questão da falta de rede coletora de esgoto implica em lançamento diretamente nos córregos, rios e mar, contribuindo para piora nos índices de balneabilidade.
 
Portogente - Quais são as providências para Florianópolis reverter o índice de 47% das praias impróprias?
A Casan está executando obras de implantação de rede coletora de esgoto no Norte da Ilha (Cachoeira Bom Jesus, Ponta das Canas e Lagoinha) que deve entrar em operação na próxima temporada de verão. Também reiniciou o saneamento no Maciço Morro da Cruz, que contribuirá para a melhoria dos índices de qualidade da água na Beira Mar Norte. O projeto no Sul da Ilha (Campeche/Ribeirão da Ilha/Tapera) ainda deve aguardar o processo de licenciamento do destino final de esgoto tratado. Considerando-se que não há possibilidade de lançamento de efluentes de esgoto nas Baias Norte e Sul, e que também a legislação não permite lançamento em rios do interior da Ilha, a solução definitiva para Florianópolis são os emissários submarinos em mar aberto. A Casan deverá investir em torno de R$ 200 milhões para implantar uma unidade no Norte da Ilha, que atenderá a Praia dos Ingleses, e outra no Sul, na Praia do Campeche. Esses são projetos de médio prazo que, apesar de existirem recursos financeiros, ainda dependem do licenciamento ambiental, com estudos de impacto ambiental (EIA-RIMA).

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