Alessandro Atanes

Jornalista e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Servidor público de Cubatão, atua na assessoria de imprensa da prefeitura do município.

Do ciclo do romance portuário, Os Vira-latas da Madrugada, romance de Adelto Gonçalves publicado em 1981, traz em seu próprio título a natureza dos personagens que aparecem em suas páginas: vira-latas – pequenos ladrões, prostitutas, valentões e vagabundos – que circulam pelas franjas do porto, no espaço intermediário entre o cais e a cidade. É o mesmo universo tratado anteriormente em Cais de Santos (1939), de Alberto Leal, e Querô – uma reportagem maldita (1975), de Plínio Marcos. É o porto dos pequenos expedientes.

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Porto Literário retoma os comentários sobre o ciclo do romance portuário, mesmo que algumas de suas obras tenham sido citadas na coluna anterior, O bonde-operário da Moscouzinha Brasileira. Só para lembrar, as obras do ciclo, como originalmente escreveu Narciso de Andrade em 1993, são os romances Navios Iluminados (1937), Cais de Santos (1939), Querô – uma reportagem maldita (1976), Os vira-latas da madrugada (1981) e Barcelona Brasileira, que só seria publicado no século XXI, além de Agonia na noite (1954), de Jorge Amado, acrescentado pela coluna.

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Nesta semana, Porto Literário dá um tempo no ciclo do romance portuário para tratar de um lançamento sobre a história de Santos: A “Moscouzinha” brasileira: cenários e personagens do cotidiano operário de Santos (1930-1954), do historiador Rodrigo Rodrigues Tavares. A obra avança a pesquisa do autor sobre a repressão aos trabalhadores e entidades comunistas em Santos iniciada em O porto vermelho: a maré revolucionária (1930-1951), seu livro anterior.

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Cais de Santos (1939), de Alberto Leal, foi lançado dois anos depois de Navios Iluminados, de Ranulpho Prata. O que o Porto Literário de hoje vai tentar é colocar em perspectiva histórica as duas obras que iniciam o ciclo do romance portuário.

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A partir da edição de Poesia sempre, primeira coletânea de poemas de Narciso de Andrade, o Porto Literário da semana anterior mostrou um pouco do diálogo da obra do autor com a do poeta Roldão Mendes Rosa, que chamava Narciso de poetirmão.

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